Ratos e baratas custam R$ 1,8 milhão em Matinha e levantam suspeitas sobre a gestão Nilton Everton

A administração do prefeito Nilton Everton, em Matinha, encontra-se novamente sob escrutínio após a divulgação de um processo licitatório polêmico. O processo prevê um gasto estimado de R$ 1.811.729,83 para serviços de dedetização e ações correlatas no município.

A modalidade escolhida para o processo foi a de Menor Preço, com abertura oficial no dia 12 de setembro de 2025, às 10h. O objeto do contrato é o registro de preços para a futura e eventual contratação de uma empresa especializada na execução dos seguintes serviços:

  • Dedetização

  • Desratização

  • Descupinização

  • Sanitização e desinfecção

  • Desalojamento de pombos e morcegos

  • Limpeza de reservatórios (caixa d’água)

Preocupações da População

O valor milionário chamou a atenção da população, especialmente considerando a situação de diversos prédios públicos municipais. Fontes locais afirmam não haver evidências de serviços sendo realizados, gerando dúvidas sobre a aplicação correta dos recursos.

Inércia Administrativa e Suspeitas

Moradores relatam que escolas, unidades de saúde e outros órgãos públicos não mostram sinais de dedetização recente. Essa ausência de comprovação prática dos serviços levanta questionamentos sobre a real necessidade do montante previsto.

A gestão de Nilton Everton já enfrentava críticas por uma suposta falta de ações estruturantes. O elevado valor para, como ironizam os moradores, “matar ratos e baratas”, intensifica a pressão popular e reforça a narrativa de possíveis irregularidades administrativas.

Exigência de Transparência e Fiscalização

Com um valor que ultrapassa R$ 1,8 milhão, cresce a expectativa para que órgãos de controle e fiscalização monitorem de perto a execução contratual. É fundamental garantir que os serviços previstos no edital sejam efetivamente realizados e comprovados.

A população de Matinha aguarda explicações claras da Prefeitura sobre:

  • Onde os serviços foram executados;

  • Quais prédios foram contemplados;

  • Qual a empresa vencedora do certame;

  • Como será feita a fiscalização da execução.

Enquanto isso, a pergunta que ecoa nas ruas é: onde foram parar quase dois milhões de reais destinados à dedetização?

O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Matinha.

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