Dr. Joel cobra investigação sobre falta de medicamentos na rede estadual

Parlamentar pede atuação do Ministério Público após sindicato denunciar atrasos nos pagamentos a fornecedores da saúde pública.


As denúncias de falta de medicamentos, escassez de insumos hospitalares e atrasos nos pagamentos a fornecedores da rede estadual de saúde levaram o vereador Dr. Joel (PSD) a cobrar providências do Ministério Público do Maranhão. O pedido foi feito nesta terça-feira (20), durante pronunciamento na Câmara Municipal de São Luís.

A manifestação teve como base uma nota pública divulgada pelo Sindicato dos Atacadistas de Medicamentos do Maranhão (Sindamed), que relata dificuldades enfrentadas pelas empresas responsáveis pelo abastecimento das unidades hospitalares do Estado.

Segundo a entidade, os fornecedores acumulam meses de inadimplência e alertam para a impossibilidade de manter o fornecimento regular de produtos sem o recebimento dos valores referentes às entregas já realizadas.

Médico e ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel apresentou o conteúdo do documento aos demais parlamentares e defendeu a apuração das denúncias, inclusive para identificar eventuais falhas administrativas e responsabilidades pela situação.

“Por tudo elencado pela entidade sindical, o Ministério Público precisa atuar para tentar esclarecer a legitimidade das cobranças, investigar possíveis falhas administrativas e identificar responsabilidades”, afirmou.

O vereador também chamou a atenção para os reflexos da crise sobre a rede municipal de São Luís. Segundo ele, a redução da capacidade de atendimento dos hospitais estaduais e regionais tem provocado uma sobrecarga no Socorrão I e no Hospital da Cidade, antigo Socorrão II, que teriam praticamente dobrado a demanda. Somente no último mês, a unidade da Cidade Operária realizou cerca de mil cirurgias.

“A saúde do Estado do Maranhão acabou”, declarou o parlamentar, ao criticar a situação dos serviços estaduais. Outro ponto levantado foi o risco de agravamento dos problemas durante a mudança de governo, prevista para janeiro de 2027, quando Eduardo Braide assumirá o Executivo estadual.

“Porque se fosse só má gestão, já era grave. Mas se a isso for acrescida uma atitude deliberada de prejudicar o próximo governo, aí a situação se torna ainda mais complicada”, advertiu.

Para Dr. Joel, a gravidade das denúncias exige esclarecimentos do governo Carlos Brandão e acompanhamento dos órgãos de fiscalização, de modo a assegurar o abastecimento hospitalar e evitar que a população seja prejudicada pela interrupção de serviços essenciais.

 

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