Em Cururupu, rejeição histórica de Orlando Belém afunda ele e Kátima Belém

Cururupu finalmente deu uma resposta ao egocêntrico Orlando Belém, que nem nos piores cenários imaginava ser expurgado da política após 12 anos cumprindo condenação pelo tribunal eleitoral.

Orlando montou a coligação dos sonhos para lhe favorecer, colocando o vereador Bruno Sena e a candidata da ex-prefeita Rosinha, Mel Produções, para servirem como ótimas “buchas”. Todos sabiam que o União Brasil só elegeria dois vereadores, mas ele, conhecido por sua lábia persuasiva, iludiu a todos ao afirmar que teria 1.500 votos em seu tão esperado retorno e que assim puxaria os dois.

Esqueceu-se, porém, de combinar com a população, que lhe deu a resposta certa após ele empurrar sua candidatura à força. O resultado final foi que ele comeu poeira atrás dos dois jovens que passaram por ele como um trator.

O PT ainda tentou vetar a candidatura do pseudo cientista político, mas ele afirmou que, se não fosse candidato, a esposa também não seria. O grupo já não tinha mais tempo para criar outro nome na oposição.

Assim, não restou nada a não ser correr atrás do prejuízo, com Orlando ditando as regras. Líder em rejeição, Orlando conseguiu contaminar a esposa, que saiu das urnas com a maior derrota da história de Cururupu: foram 4.622 votos a menos que o adversário.

A maioria do grupo se despediu do casal com um certo prazer pela derrota de ambos, por parte da população. Vale lembrar que Orlando sempre teve uma cadeira na câmara de vereadores desde 2000.

Quando ficou fora por 12 anos, colocou a esposa e o irmão no seu lugar. Agora, exigiu que o irmão retirasse a candidatura, mesmo sabendo que o vereador Júnior Belém tinha uma reeleição tranquila.

Por capricho de Orlando, eles ficaram sem uma vaga após 24 anos, mesmo com uma estrutura imensa que contava com fundo partidário, doações dos cunhados, donos de postos de combustíveis, assessoria no gabinete do deputado Neto Evangelista e uma generosa doação na casa dos seis dígitos, que não foi dividida com os demais. Por fim, Orlando se despede da política de forma humilhante por conta de sua intransigência.

Vetou a participação em qualquer ato da campanha da ex-prefeita Rosinha, a quem atribuiu a culpa pela rejeição de Katma, sendo que a rejeição da candidata dormia ao seu lado. Rosinha elegeu sua candidata, enquanto Orlando conseguiu perder sua eleição e a da esposa em um pacote só, além de ter atrapalhado todo o PT.

Restaram apenas lamentações, dívidas e um descrédito com a população, que não permitirá seu retorno à política cururupuense.

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