O advogado e vice-presidente do Sampaio Corrêa, Perez Paz, fez uma revelação bombástica durante entrevista exclusiva ao programa Agenda Esportiva, da TV Guará. O objetivo inicial era esclarecer o caso dos equipamentos do Moto Club, penhorados pela Justiça do Trabalho. No entanto, a entrevista tomou outro rumo.
Paz afirmou, com todas as letras, que a prática supostamente usada pelo Moto para driblar decisões judiciais não é novidade no futebol maranhense — e vai além. Segundo ele, a própria Federação Maranhense de Futebol (FMF), comandada por Antônio Américo, adota o mesmo tipo de manobra por meio de um instituto vinculado à entidade, utilizado para receber taxas e multas da Justiça Desportiva.
De acordo com Paz, essa estrutura paralela serve, na prática, para burlar o sistema e evitar o devido pagamento de impostos — o que levanta sérios questionamentos sobre a moralidade e a legalidade da gestão de Américo à frente da FMF.
A denúncia não passou despercebida. O Ministério Público já abriu investigação e Antônio Américo, junto com seu genro Silvio, foram os primeiros a serem ouvidos em audiência. Outros dirigentes de clubes também serão intimados nos próximos dias, incluindo o próprio Perez Paz, que representa o Sampaio Corrêa e outros clubes profissionais do estado.
A gestão de Américo, que há anos comanda a FMF com pouca transparência e muitas polêmicas, agora está sob forte pressão. As declarações de Paz jogam luz sobre práticas que, se confirmadas, representam um verdadeiro escândalo no futebol maranhense.
Por Maxuell Bruno



