O Festival da Melancia de Arari prometia celebrar a fruta mais famosa da cidade. Mas quem se destacou mesmo não foram as melancias: foram os professores da rede municipal e o governador Carlos Brandão, que precisou assumir um cargo extra — mediador da educação — porque a prefeita Maria Alves, conhecida como “Simplesmente Maria”, aparentemente esqueceu que gestão pública envolve ouvir gente que trabalha de verdade.
Enquanto Brandão ouvia as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Arari (SINTRAP) e pedia relatórios detalhados sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) que já foi aprovado há mais de um ano, Maria Alves limitava-se a posar para fotos e distribuir sorrisos.
A lição do dia?
Em Arari, inaugurações e festival valem mais do que lei municipal, planejamento ou compromisso com a educação. O governador, pacientemente, fez o que deveria ser rotina da prefeita: dialogar, ouvir reclamações e prometer intermediar uma solução.
No fim, os professores saíram do festival com uma promessa de mediação e a certeza de que, na cidade, as melancias amadurecem mais rápido que a gestão municipal. E o povo? Esse continua esperando que alguém, finalmente, faça a administração funcionar.



