
A Prefeitura de Arari, no Maranhão, causou espanto com a assinatura de um contrato para fornecimento de combustíveis que, pelo seu valor e duração, desperta questionamentos.
A Resenha de Contrato nº 185/2025, advinda de uma Ata de Registro de Preços, estipula um montante de R$ 523.950,00 para a compra de gasolina comum e óleo diesel (comum e S10). Este acordo, com vigência até 31 de dezembro de 2025, ou seja, por apenas quatro meses, representa uma média mensal de gastos de R$ 130.987,50.
Detalhes e Partes Envolvidas
O contrato foi firmado entre a Secretaria Municipal de Administração e Gestão Financeira e a empresa Mearim Derivados de Petróleo Ltda, sendo assinado pelo secretário Plínio Peterson Bezerra de Brito no dia 3 de setembro de 2025. A verba é destinada exclusivamente para o abastecimento das secretarias municipais.

Questionamentos e Impacto Social
O valor expressivo do contrato, frente a um curto período, inevitavelmente gera questionamentos. Em um município como Arari, gastar mais de meio milhão de reais apenas em combustíveis contrasta fortemente com as dificuldades que a população enfrenta diariamente em áreas básicas como saúde, educação e infraestrutura.
A disparidade entre as prioridades de investimento da gestão municipal e as necessidades reais dos moradores levanta dúvidas sobre a justificativa e a urgência desse nível de gasto em combustíveis. A prefeita Simplesmente Maria, ao destinar tal montante ao abastecimento da administração em apenas quatro meses, deixa a cidade ainda carente de investimentos urgentes e necessários.
Essa situação destaca a importância de uma gestão pública responsável e transparente, onde as prioridades de alocação de recursos devem refletir as verdadeiras necessidades da população.
A administração pública deve buscar um equilíbrio entre o funcionamento da máquina administrativa e o atendimento das demandas básicas dos cidadãos, garantindo que os investimentos realmente tragam benefícios concretos para a comunidade.


