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  • Defensoria de Pinheiro forma primeira turma do projeto O Cravo e a Rosa

    Vinte internos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Pinheiro concluíram, esta semana, capacitação promovida pelo Núcleo Regional da Defensoria Pública naquela comarca, com o objetivo de sensibilizar e reeducar detentos que praticaram atos ofensivos à integridade física, moral e psicológica de mulheres.

    A ação integra o projeto “O Cravo e a Rosa: a melhor atitude é o respeito”, idealizado e executado pelos defensores públicos Suzanne Santana Lobo e Gil Henrique Mendonça Faria. Além de focar na reeducação social e na disseminação da educação em direitos, a iniciativa ainda pode garantir remição de pena para condenados e servir de atenuante para provisórios.

    Durante a solenidade de encerramento da primeira turma do projeto, Gil Henrique falou sobre a grande aceitação por parte dos detentos. “Após as cinco semanas do curso, os internos demonstraram uma mudança de comportamento e de mentalidade sobre a violência doméstica. Portanto, nosso objetivo teórico está sendo alcançado e nossa contribuição para a sociedade feita. Agora, resta a eles a efetivação do que foi passado”, frisou.

    Já Suzanne Lobo falou sobre a importância social do projeto. “A educação em direitos dentro do sistema prisional é um dos grandes alicerces para a ressocialização e não reincidência no ato, principalmente quando se observa que a falta de conscientização foi um fator determinante para sua prática”, concluiu.

    O vice-prefeito de Pinheiro, Stélio Cordeiro, destacou o trabalho desenvolvido pela Defensoria no município, ressaltando a importância da parceria entre a instituição e a Secretaria de Educação municipal para a implementação da educação de jovens e adultos na unidade prisional.

    Na ocasião, houve a apresentação do coral da Unidade Prisional, bem como a exposição das peças de artesanato produzidas pelos internos. Dentre as autoridades presentes no evento estavam o presidente da Câmara dos Vereadores, Eliseu de Tantan, o promotor de Justiça Jorge Luís de Araújo e o diretor da UPR, Carlos James Silva.

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