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  • Escola pública estadual no município de Santa Helena produz desinfetantes e distribui para comunidade

    Durante o período de isolamento social de prevenção ao Covid-19, uma série de iniciativas de solidariedade e ajuda ao próximo estão ocorrendo em escolas da rede pública estadual do Maranhão, como a produção de álcool em gel, máscaras, protetores faciais e outras ações. Nesta semana, o Centro Educa Mais Newton Bello, localizado no município de Santa Helena, distribuiu, para a comunidade, desinfetantes produzidos por um professor da escola.

    O professor de Química, o químico industrial José Maria Corrêa, que produziu o sanitizantes para as mãos, explicou a ação. “A ideia surgiu quando percebi a necessidade de as pessoas mais carentes terem acesso ao sanitizantes [desinfetantes] com um preço mais acessível. Quando eu vi o alto valor do álcool em gel em Santa Helena, então pensei: como posso ser útil? Daí, desenvolvi uma ideia bem simples à base de iodo fórmico, que é um sanitizante muito bom, e detergente comum”, detalhou o professor.

    José Maria destaca que a produção foi possível com o apoio da escola. “Nossa ideia inicial é que nossa escola produzisse seus próprios materiais de limpeza, detergentes, desinfetantes, amaciantes, água sanitária, etc. Procurei a direção da escola que, prontamente, se colocou à disposição para me ajudar. Nós produzimos, no primeiro momento, 200 litros e deu para atender a comunidade”, ressaltou.

    “O objetivo dos produtos de limpeza era para servir a escola e à comunidade, inclusive ensinando a própria comunidade escolar a fabricar e gerar renda com matérias de limpeza. O projeto surgiu ano passado, à época, devido a obra da escola não ter sido finalizada, não tivemos o espaço adequado para tal atividade. Com a pandemia, o professor nos lembrou dessa proposta feita no ano anterior pela escola e aí fizemos”, explicou a gestora geral, Francielma Viegas Pereira Coelho.

    De acordo com a gestora, o material foi doado primeiramente à comunidade escolar e, no dia seguinte, à comunidade em geral, beneficiando em média 500 pessoas. “Eles trazem recipientes com capacidades de 250 a 500 ml e recebem sanitizante (desinfetante) para as mãos”, contou.

    Serviço à comunidade 

    O professor José Maria ressaltou que a produção do material é uma forma de retribuir à comunidade a ajuda que recebeu durante sua formação acadêmica. “Me sinto muito feliz e útil, porque não estou me aproveitando do momento para vender. Em momento algum isso passou por minha cabeça, mas fiz para ajudar. Porque a minha comunidade me ajudou quando fui para São Luís estudar Química Industrial e depois quando fiz licenciatura. É uma forma de eu retribuir aquilo que a comunidade me deu”, revelou

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