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  • Fernando Furtado faz alerta que sindicatos estão começando a deflagrar greves em municípios

    O deputado Fernando Furtado (PCdoB) fez um alerta, nesta quarta-feira (28), que sindicatos estão começando a ameaçar deflagrar greve em municípios, como em Pinheiro, por conta do não pagamento de precatórios ou outras irregularidades. Ele disse que quando assumiu na primeira vez alertou que vem tirando direitos dos trabalhadores, o que está levando trabalhadores partirem para a paralisação.

    “Eu lembro que, como membro da CTB, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, em que a gente teve muito embate, muita luta, fizemos muitos movimentos pelo Maranhão, fizemos muito movimento em São Paulo, na Bahia, em diversos cantos deste país para evitar que fosse aprovada a reforma trabalhista, reforma essa que veio tirar o direito dos trabalhadores e trabalhadoras do setor privado, servidores públicos e que vieram, foi feita essa reforma”, explicou.

    No caso de Pinheiro, o prefeito teve reunião com o sindicato e com os professores, quando disse que resolveria a questão dos precatórios, o que não aconteceu, segundo o parlamentar.

    “O senhor prefeito, ali numa farofada, levou muita gente e saiu dizendo que ia resolver tudo. No outro dia, os blogs pagos pelo prefeito da cidade colocavam que o prefeito havia resolvido tudo, que tudo tinha ficado às mil maravilhas e que não haveria greve. No entanto, não é bem isso que está acontecendo na cidade de Pinheiro”, contou.

    De acordo com o deputado, recentemente houve manifestação dos trabalhadores da educação reivindicando seus direitos e os direitos dos alunos, para o prefeito melhorar a merenda escolar, o transporte escolar “e outras reivindicações feitas também para aqueles que utilizam o sistema de educação, que são os alunos, futuro da cidade de Pinheiro, futuro de nosso Estado e o futuro do nosso Maranhão”.

    O deputado lembrou que foi aluno do Liceu Maranhense e que se orgulha disso. “Professores como as demais categorias de trabalhadores deste país tem que ter o direito de sentar-se à mesa para discutir com os gestores”, afirmou.

    Denunciou que a carga horária dos trabalhadores é de 20 horas, sendo 13 horas em sala de aula e 7 horas para o planejamento. “E agora estamos vendo contratados, professores contratados que já estão entrando no processo daquela reforma trabalhista: estão trabalhando mais de 20 horas e não estão sendo remunerados por essas horas que estão fazendo a mais. E aí fica a pergunta: será que um trabalhador que trabalha além daquilo que lhe é peculiar, que lhe é garantido, que são as horas, será que vai conseguir passar as informações e ensinar com qualidade os nossos alunos, as nossas crianças?”, questionou ao finalizar o seu discurso.

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