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  • Gastos na saúde com atendimentos a motociclistas aumentaram 30% no Maranhão

    Taxa de mortalidade de motociclista atualmente supera a de pedestres e a de outros veículos automotores, como carros, ônibus e caminhões.


    Publicação: 24/06/2012 17:40

    De 2008 a 2011, os gastos na saúde com acidentes de moto, passaram de R$ 500 mil para R$ 650 mil.  (Karlos Geromy OIMPD.A)

    De 2008 a 2011, os gastos na saúde com acidentes de moto, passaram de R$ 500 mil para R$ 650 mil.

    Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, no Maranhão, o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 30% de 2008 a 2011, passando de R$ 500 mil para R$ 650 mil.

    O crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações que saltou de 577 para 1193 hospitalizados no período. O número de mortes por este tipo de acidente também aumentou no estado, passando de 314, em 2008, para 443 óbitos em 2010.

    “O Brasil está, definitivamente, vivendo uma epidemia de acidentes de trânsito e o aumento dos atendimentos envolvendo motociclistas é a prova disso. Estamos trabalhando para aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que esta epidemia está pressionando a rede pública”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O gasto com atendimentos a motociclistas no país, em 2011, foi 113% maior do que em 2008, passando de R$ 45 milhões para R$ 96 milhões. O número de internações passou de 39.480 para 77.113 hospitalizados no mesmo período e o número de mortes aumentou 21% nos últimos anos – de 8.898, em 2008, para 10.825 óbitos em 2010. Com isso, a taxa de mortalidade cresceu de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes para 5,7/100 mil entre 2008 e 2010.

    “A elevação dos acidentes envolvendo motociclistas fez com que, pela primeira vez na história, a taxa de mortalidade deste grupo superasse a de pedestres (5,1/100 mil) e a de outros veículos automotores (5,4/100 mil), como carros, ônibus e caminhões”, alerta Padilha.

    Além do crescimento de fatores de risco importantes como excesso de velocidade e consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, Deborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, aponta o incremento na frota de veículos como fator para o aumento do número de acidentes.

    Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o número de veículos registrados cresceu 16,4% entre 2008 e 2010, passando de 54.506.661 veículos para 65.205.757. No mesmo período, os óbitos foram de 38.273 para 42.844 – alta de 12%.

    Já a frota de motocicletas foi ampliada em 27% – de 13.079.701 para 16.622.937 -, implicando elevação na proporção destas em diante do total de veículos de 24% para 25,5%.




    fonte : O Imparcial

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