Logo
  • MARAJÁ DO SENA MUNICÍPIO MAIS POBRE DO BRASIL ESTÁ NO MARANHÃO

    Vencer a pobreza é um grande desafio. Um dos temas em discussão na Rio+20 é
    como acabar com a miséria e garantir o desenvolvimento sustentável ao mesmo
    tempo.

    Cristina Serra Marajá do Sena, MA


    Um dos temas em discussão na Rio+20 é como acabar com a miséria e garantir o
    desenvolvimento sustentável ao mesmo tempo. O Bom Dia Brasil foi até a Marajá do
    Sena
    , no Maranhão, e
    mostra como vivem os moradores de uma das cidades mais pobres do país.


    Vencer a pobreza é um grande desafio. O curioso nome da cidade se deve, em
    parte, ao sobrenome de uma família local e também a uma fruta: o marajá.


    O nome é até uma ironia diante da realidade. Marajá do Sena pode ser chamada
    de capital da extrema pobreza no Brasil. Dois em cada três habitantes vivem na
    miséria, segundo o IBGE.


    Dona Francisca, oito filhos e mais um a caminho, mostra a geladeira vazia:
    “Só tem água mesmo”. Para o almoço: “Só arroz mesmo, porque é só o que tem”


    O esgoto corre a céu aberto. O saneamento é zero. Muitos moradores sequer têm
    água encanada. Falta trabalho para homens e mulheres. O secretário de Educação
    de Marajá, Djalma Maciel explica: “Aqui, a maioria das pessoas vive da
    agricultura de subsistência: da plantação de arroz, milho, feijão,
    mandioca”


    Benefícios sociais garantem alguma renda. Mais de 1.400 famílias em Marajá do
    Sena recebem o Bolsa Família. Mas é difícil romper o ciclo de extrema
    pobreza.


    Paula da Conceição tem 16 anos, duas filhas e está grávida mais uma vez. “É
    ruim,viu, viver dentro de uma casa com três meninos, uma mulher e um homem e não
    ter nada, sem trabalhar, sem nada”, lamenta ela.


    Para o economista Fábio Soares, que estuda o crescimento inclusivo, os
    programas de transferência de renda são importantes, mas não suficientes. “No
    caso do Brasil, a gente pode ter certeza que a nossa pobreza se relaciona à
    desigualdade. Reduzindo a desigualdade, a gente também reduz a pobreza. Em
    algumas regiões, inclusive, é bem mais fácil reduzir a pobreza reduzindo a
    desigualdade do que gerando um crescimento elevado”, diz Soares.


    Cursos profissionalizantes, como um que conhecemos em São Luís, apontam um
    caminho. As aulas de culinária, oferecidas pelo Governo Federal se destinam a
    mulheres de baixa renda. “Ela vai aprendendo que com a educação, com a evolução
    que ela vai tendo do curso, ela pode caminhar sozinha”, conta a professora Maria
    Tereza.


    Foi o que aconteceu com a Rosilda. Doceira de mão cheia, ela tem tantas
    encomendas que criou uma microempresa em casa, com marca e cartão de visita. “A
    gente tem muito esse desejo, de um dia crescer”, comemora.


    Conquistas que a doceira registra com orgulho no álbum de retratos.



    fonte: Bom dia brasil

    0 Comentários

    Deixe o seu comentário!