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  • Maranhão teve 3.302 casos de hanseníase em 2012

    A
    Secretaria de Estado da Saúde (SES) vai desenvolver uma campanha voltada para
    os alunos da rede pública de ensino do Maranhão visando identificar e combater
    casos de hanseníase e geohelmintíase. Técnicos da SES, da Vigilância
    Epidemiológica estadual, diretores regionais de saúde, do Ministério da Saúde e
    coordenadores de equipes de saúde dos municípios, estão reunidos no hotel
    Holiday in, em São Luis, para discutir um plano de realização desse trabalho.
    A campanha
    ocorrerá no período de 18 a 22 deste mês e será desenvolvida em 88 municípios
    maranhenses com maior incidência de casos de hanseníase e alto índice de
    infestação por helmintos (vermes) na população menor de 15 anos. Segundo a
    coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase da SES, a enfermeira Léa
    Márcia Melo da Costa, neste primeiro momento, está se buscando estabelecer
    meios de atuação específica para cada município, dentro de uma linha de
    organização geral da campanha. 
    “Neste
    parâmetro temos 60 municípios com maior incidência de hanseníase, e mais 28 com
    alto índice de infestação por verminoses que desenvolverão a campanha
    utilizando sua estrutura de saúde com o apoio e orientação das equipes da
    SES”, disse a coordenadora. 
    Léa
    Márcia explicou, ainda, que os municípios envolvidos na campanha já receberam
    medicamentos e material de divulgação por meio das regionais de saúde de
    Açailândia, Caxias, Codó, Itapecuru, Pinheiro, Viana, Bacabal, Balsas, Timom,
    Barra do Corda, Santa Inês, Rosário, Chapadinha, Presidente Dutra, Imperatriz,
    Zé Doca, Pedreiras e a Região Metropolitana de São Luis , às quais estão
    ligados.
    A
    campanha parte de uma determinação do Ministério da Saúde (MS), que abrange
    mais de 700 municípios prioritários em todo o Brasil que receberam aporte
    financeiro no ano passado para realização da campanha por meio da portaria
    (2.556/2011), por que se pré-dispuseram a realizá-las este ano. Segundo a
    representante do Ministério da Saúde (MS), Dressiane Zannardi, esta é apenas
    uma primeira frente de atuação do órgão para o enfretamento do problema no
    Brasil. 
    “O
    Governo Federal, por meio de ações como o Bolsa Família, PAC, e outros
    programas que visam à erradicação da pobreza, está desenvolvendo ações
    integradas que possam neutralizar o alto número de casos, já que estas doenças
    têm uma relação muito próxima com a falta de renda e saneamento básico”,
    alertou.
    Doença
    e números
    No
    Maranhão, os casos de incidência da hanseníase são considerados elevados pelo
    MS. A doença infecciosa, crônica é causada pelo Mycobacterium leprae,
    que acomete, principalmente, a pele e nervos periféricos apresentando manchas
    esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele que não coçam, mas, causam
    sensação de formigamento e/ou dormência.
    Dados
    preliminares de 2012 apontam 3.302 casos. Em menores de 15 anos, foram 305
    casos, uma média de 13,2 casos para cada 100 mil habitantes, índice preocupante
    superando o aceitável para não endemia que é abaixo de 10%.

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