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  • Municípios pobres e campanhas milionárias

    Presidente Juscelino, na região do
    Munim, é um dos municípios em que a população tem menor renda do país,
    algo em torno de R$ 182 (cento e oitenta e dois reais), segundo dados do
    IBGE do ano passado. Pois bem, na campanha para prefeito deste ano os
    seis candidatos decidiram gastar R$ 3.050 milhões, segundo dados
    fornecidos por eles à Justiça Eleitoral. Dividido pela população do
    município (são cerca de 10 mil habitantes) daria, para cada um, mais do
    que a média encontrada pelo IBGE, pois seriam R$ 305 (trezentos e cinco
    reais).


    Nas informações prestadas ao Tribunal
    Regional Eleitoral (TRE) uma das candidatas de Presidente Juscelino,
    Nelma de Pinha (PT), estima em R$ 1 milhão seus gastos de campanha. Para
    que se tenha ideia deste valor, é duas vezes mais o que projetam, em
    São Luís, os candidatos do PPS, Eliziane Game, e do PSol, Haroldo
    Sabóia, já que cada um pretende gastar R$ 500 mil.


    Os cinco outros candidatos de Presidente
    Juscelino também não fazem economia: Afonso Celso (PMN) – R$ 200 mil;
    Arthur Carvalho (PV) – R$ 950 mil; Cláudio Oliveira (PPS) – R$ 500 mil;
    Dácio Pereira (PSL) – R$ 400 mil; José Magno Teixeira (PSDB) – R$ 200
    mil.


    Em Belágua, onde a população tem a menor
    renda mensal do País – cerca de R$ 146 (cento e quarenta e seis reais) –
    os três candidatos a prefeito declaram um gasto de R$ 800 mil. Dividido
    entre seus 5.953 moradores chega-se a um valor percapita quase ao mesmo
    valor divulgado pelo IBGE, R$ 134,36. O candidato que projeta maior
    gasto, em Belágua, é Norton de Sousa (PMDB), o Dr. Norton – R$ 500 mil,
    enquanto os demais, Adalberto Rodrigues (PT) e Adriano de Souza (PSL),
    estimam R$ 250 mil e R$ 50 mil, respectivamente.


    Capital da Miséria
    Recentemente apontada, em reportagem da Rede Globo, como a capital da
    extrema pobreza, Marajá do Sena tem três candidatos a prefeitos, que
    juntos vão gastar R$ 950 mil. O município, o segundo o IBGE, tem uma
    população que sobrevive com uma renda mensal média de R$ 153,57.


    Edivam Costa (PMN) e Terezinha Cordeiro
    (PRP) estimam que vão gastar, cada um, R$ 400 mil, enquanto Lourisvaldo
    Dias (PT), R$ 150 mil.


    Veja outros exemplos de gastos nos dez municípios mais pobres do Maranhão (e do Brasil):
    Fernando Falcão – R$ 1 milhão, com Adalto Cavalcanti (PMDB) e Raimundos
    Edes (PHS) vão gastar, cada um, R$ 500 mil. Renda média da população:
    166,65


    Matões do Norte – R$ 1,3 milhão (
    Solimar Oliveira (DEM) – R$ 700 mil e Vilam Sampaio (PTB) – R$ 600 mil.
    Renda média da população: 170,76.


    Milagres do Maranhão – R$ 850 mil
    (Antônio Araújo – R$ 500 mil, Claudete Carvalho (PT) – R$ 250 mil e José
    Augusto Caldas, o Gugu – R$ 100 mil. Renda média da população: R$
    175,99.


    Satubinha – R$ 900 mil (Dulce Cunha
    (PV), a Dulcinha – R$ 500 mil e Francisco Flávio de Castro – R$ 400 mil.
    Renda média da população: R$ 177,11.


    Cachoeira Grande – R$ 1,650 milhão
    (Antônio de Pinho (PMDB) – R$ 400 mil, Celso Pinho (PSDB) – R$ 500 mil,
    Francivaldo Souza (PSD) – R$ 650 mil e


    Maria do Socorro Pontes (PMN) – R$ 200 mil. Renda média da população: R$ 180,02.


    Santo Amaro – R$ 750 mil (José Hernani
    Castro (PMDB) – R$ 600 mil e Luziene Lisboa (PP) – R$ 150 mil. Renda
    média da população: R$ 181,08.


    São Roberto – R$ 900 mil (Jerry Adriani
    Nascimento (PTB) – R$ 500 mil e Raimundo Oliveira – R$ 400 mil). Renda
    média da população: R$ 181,77.

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