Não é só um irmão do deputado federal Márcio Jerry que está no balcão do Estado, é quase a família inteira, como se o erário público fosse um negócio familiar. Enquanto o deputado aponta o dedo para o governador, seus parentes estão espalhados pela máquina pública como formigas em um piquenique.
Além do irmão Samuel lotado até a semana passada na Secretaria de Agricultura Familiar, o outro irmão Silas na SINFRA, a ex-mulher no Porto do Itaqui, a cunhada diretora no Hemomar, a filha servidora na Assembleia Legislativa e o filho Caetano virou mega empresário há anos com contratos no Estado.
O que mais escandaliza é a cara de pau de quem denuncia justamente o que pratica. Jerry acusa o governo de nepotismo enquanto sua própria parentela se aninhou em cargos públicos como pardais em um fio desenergizado.
É como um traficante que faz discurso antidrogas, mas tem a mala do carro cheia de cocaína. O povo maranhense merece mais do que essa encenação cíclica, onde os mesmos atores trocam de papel conforme o vento gira.
O governo tem que cortar o mal pela raiz. Não demitiria apenas um, mas investigaria toda a teia de influências do deputado. Enquanto isso, a única coisa que cresce no Maranhão é a lista de apadrinhados do Jerry.



