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  • Acusado de homicídio contra duas menores é absolvido em júri realizado pela 1ª vara de Zé Doca

    Em júri realizado
    nessa terça-feira, 2, pela 1ª vara da Comarca de Zé Doca, e presidido pela
    titular da vara, juíza Denise Pedrosa Torres, o Conselho de Sentença absolveu,
    por unanimidade, o réu Leomar Viana Montelo, o “Mazinho”. Ele respondeu pela
    acusação de “homicídio qualificado por motivo fútil, motivo torpe e para
    assegurar a impunidade de outro crime”. As vítimas foram as menores S.S.P, 13
    anos, e T.S.R, 9 anos.
    De acordo com a
    acusação, o crime ocorreu no dia 10 de novembro de 2008, por volta das 17h,
    quando as crianças tomavam banho em um açude situado na propriedade do pai do
    acusado. Ainda segundo a acusação, na ocasião Leomar teria se aproximado das
    vítimas, tendo cometido violento atentado ao pudor contra S.
    T. teria então repreendido
    o réu, afirmando que iria denunciá-lo a sua mãe e à mãe do acusado. Com raiva,
    Leomar teria segurado o pescoço da menina, introduzindo a cabeça dela no açude
    até que ela desmaiou e morreu. Em seguida, perseguiu a outra garota até
    alcançá-la e fazer o mesmo com ela, transportando os corpos para o meio do
    açude, submergindo-os.
    Testemunhas – Os
    crimes teriam sido presenciados por duas irmãs de T., uma das quais relatou os
    fatos à mãe. Conforme a denúncia, Leomar não perseguiu as testemunhas por acreditar
    que as mesmas não conseguiriam delatá-lo e descrever os crimes.
    Os corpos foram
    localizados na manhã seguinte.
    À época,
    identificado pela polícia como autor dos homicídios, Leomar confessou os crimes
    durante interrogatório na Delegacia Regional de Santa Inês, para onde foi
    recambiado por questões de segurança, já que, revoltada, a população de Zé Doca
    pretendia linchá-lo.
    Negativa de
    autoria – Em juízo, o acusado negou a autoria do crime. Segundo ele, a
    confissão se deu sob ameaça. Além da negativa de autoria, a defesa do réu – a
    cargo do defensor João José da Silva, nomeado pelo Juízo – sustentou a tese de
    inquérito falho.

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