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  • Acusado de matar dois policiais militares é condenado em Santa Helena

    Paulo Sérgio Silva foi considerado culpado por
    homicídios qualificados e por motivo fútil sem chance de defesa
     O juiz Antônio Agenor Gomes, titular de Santa
    Helena, realizou na quarta-feira (15) uma sessão do Tribunal do Júri. No banco
    dos réus, Paulo Sérgio Silva, considerado culpado pelo conselho de sentença e
    condenado à pena de 36 anos de prisão, a ser cumprida inicialmente fechado.
    Paulo Sérgio foi julgado pela morte dos policiais militares Círio Edson Correa
    Pereira e Mousaniel Carvalho Mota. O duplo assassinato ocorreu em abril de
    2007.

    Consta na denúncia que o acusado havia matado a companheira, no Povoado Faxina.
    Os policiais, então, foram à sua captura. Paulo Sérgio estava escondido debaixo
    da cama, na casa de uma irmã, quando os policiais chegaram. Um dos policiais,
    Edson Círio, se agachou para falar com o acusado, sendo alvejado. Em seguida, o
    policial Mousaniel levantou o colchão, também sendo alvejado e depois conduzido
    ao hospital, aonde faleceu.

    Os policiais, em seguida, atearam fogo na casa, obrigando Paulo Sérgio a sair.
    Na tentativa de prendê-lo sem utilizar a força, Círio Edson foi novamente
    alvejado, desta vez no rosto, também sendo levado para o hospital. O policial
    não resistiu aos ferimentos e morreu. O acusado conseguiu fugir dos policiais,
    somente sendo capturado em 2012, na cidade de Bonito, no Pará, e conduzido para
    a Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís.

    Paulo Sérgio Silva foi considerado culpado pelos dois crimes por maioria dos
    jurados, reconhecendo-o como autor dos homicídios qualificados e por motivo
    fútil sem chance de defesa. Pela morte de Edson Círio, ele levou a pena de 18
    anos, e pela morte de Mousaniel, a pena também foi de 18 anos. O acusado não
    poderá recorrer em liberdade.

    Além do juiz Antônio Agenor Gomes, presidente da sessão, atuaram no julgamento
    o promotor de Justiça André Oliveira e na defesa o advogado Henrique Moreira
    Filho.

    O Imparcial.

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