Logo
  • Buriti Bravo: Vereador acusado de tráfico é condenado

    Vereador Élcio Cruz PTB (condenado)

    O juiz David
    Mourão Meneses, titular de Passagem Franca e respondendo pela Comarca de Buriti
    Bravo, proferiu sentença na qual condena os acusados José Almeida Soares Filho,
    Élcio Cruz Pereira e Vanda Pacheco da Silva, pela prática dos crimes de tráfico
    de drogas e de associação para o tráfico de drogas (artigos 33 e 35 da Lei nº
    11.343/2006). Élcio Cruz, pelo fato de ser vereador, terá direito de permanecer
    recolhido em cela especial, até que haja o trânsito em julgado de decisão
    condenatória, conforme garantia instituída pelo art. 295, II, do Código de
    Processo Penal.

    De acordo com
    informações da comarca, Élcio Cruz Pereira, que é vereador no município de
    Buriti Bravo, foi condenado à pena de 27 anos e seis meses de reclusão e ao
    pagamento de 3.249 dias multa. José Almeida Soares Filho e Vanda Pacheco da
    Silva receberam penas de 15 anos de reclusão e 1.999 dias multa. O regime
    inicial de cumprimento da pena, para todos eles, é o fechado, a ser cumprido na
    Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís.
    Na quinta-feira
    (7), foram cumpridos os mandados de prisão de Élcio e Vanda. José Almeida
    Soares Filho continua foragido, mas as autoridades policiais da região
    continuam empreendendo diligências para efetuar a sua captura o mais rápido
    possível.
    O juiz explica que
    o vereador Élcio Cruz Pereira teve uma pena maior que a dos outros acusados
    porque está demonstrado nos autos que ele é o segundo homem da hierarquia da
    associação para o tráfico na Comarca de Buriti Bravo. Ficou comprovado, também,
    que é o braço direito do chefe da organização e que ainda faz o papel de
    segurança deste, sempre que necessário.
    Além disso, o
    vereador é responsável pela disseminação de drogas (inclusive crack), pelo
    menos nos municípios de Buriti Bravo, Passagem Franca, Colinas, Paraibano e
    Fortuna. Sobre os outros dois sentenciados, foi verificado que eles se
    limitavam a negociar a droga que lhes era repassada em suas próprias bocas de
    fumo, sem fazer a redistribuição entre outros locais desta natureza e
    abstendo-se de ultrapassar as fronteiras do município de Buriti Bravo.
    O juiz decretou,
    na sentença, a prisão preventiva dos acusados Luís Marcos Conceição Guimarães e
    Fábio da Silva Sousa que são acusados de integrarem a mesma associação para o
    tráfico dos sentenciados acima nominados.
    “É oportuno
    ressaltar que relativamente aos dois últimos, ainda não existe sentença
    condenatória, pois, no curso do processo original, houve um desmembramento, por
    necessidade de celeridade processual, e eles estão atrelados a outro processo,
    também na Comarca de Buriti Bravo, que está aguardando apenas as derradeiras
    manifestações dos advogados de defesa, para que também possam ser julgados”,
    esclareceu David Mourão.
    E prossegue:
    “Entendeu-se necessária a decretação de suas prisões preventivas, tendo-se em
    vista a existência, nos autos do Processo nº 339/2011, de fortes indícios de
    autoria em seu desfavor”.
    Ainda de acordo
    com o magistrado a prisão preventiva foi fundamentada, também, na necessidade
    de garantia da ordem pública (art. 312 do Código de Processo Penal), devido ao
    risco que esta sofre com a permanência em liberdade de acusados de integrarem
    associação criminosa voltada para a prática de tráfico de drogas.
    “Principalmente neste momento em que se aproxima das festividades
    carnavalescas, época em que o comércio ilegal deste tipo de droga,
    infelizmente, se avoluma”, observou.
    O juiz adiantou
    que os Luis Marcos Conceição e Fábio da Silva Sousa já se encontravam detidos
    em decorrência de outro mandado de prisão anteriormente cumprido. Os condenados
    Élcio Cruz, José Filho e Vanda da Silva, ainda poderão recorrer da sentença ao
    Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, na tentativa de alterá-la, mas terão
    que fazê-lo ainda na condição de presos, pois lhes foi negado o direito de
    recorrer em liberdade.
    Assessoria de Comunicação da CGJ

    0 Comentários

    Deixe o seu comentário!