
A recente assinatura de um contrato de R$ 4,6 milhões pela Prefeitura de Arari para a reforma de estradas vicinais com a empresa AHE Construtora Ltda trouxe à tona uma série de questionamentos sobre a transparência e a eficácia na gestão dos recursos públicos. A contratação foi realizada por meio de adesão a uma ata de registro de preços de outro município, uma prática que vem sendo criticada, sobretudo em obras de grande vulto.
A prática conhecida como “carona em ata” dispensa a necessidade de uma licitação própria no município contratante. Isso, na prática, afasta a concorrência direta e permite que empresas sejam contratadas sem disputa, mesmo quando o valor envolvido é significativo. No caso de Arari, a ausência de um processo licitatório específico para um contrato de valor tão elevado levanta dúvidas sobre a vantagem econômica, a transparência e o interesse público.
Mais de um ano após o início da gestão da prefeita Simplesmente Maria, não há registros aparentes de melhorias estruturais nas estradas vicinais que justifiquem o investimento milionário. As vias rurais permanecem praticamente inalteradas, suscitando perguntas sobre a execução dos serviços contratados: estão sendo realizados conforme especificado em termos de forma, quantidade e qualidade?
Diante dessa situação, é fundamental que os órgãos de fiscalização estejam atentos à execução do contrato, monitorando medições, pagamentos e a entrega efetiva dos serviços prometidos à população. A Câmara Municipal de Vereadores também tem um papel crucial a desempenhar, fiscalizando contratos milionários e verificando a existência real das obras previstas nos relatórios técnicos.
O contrato elevado, a obra “sob demanda”, a adesão a uma ata de outro município e a ausência de resultados visíveis são questões que justificam questionamentos públicos. A população de Arari espera respostas concretas da gestão municipal, exigindo esclarecimentos sobre o uso eficiente dos recursos e a real execução das obras prometidas.
Arari aguarda não apenas a assinatura de contratos, mas a implementação efetiva de melhorias que tragam benefícios tangíveis para os cidadãos.











