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  • CPI dos Combustíveis inicia fase de relatório, mas não descarta novas oitivas

    Após três
    meses de trabalho com oitivas, análise de documentos e denúncias, a Comissão
    Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis iniciou a etapa do relatório
    final, mas é possível que haja outros depoimentos em agosto. O documento será
    direcionado às autoridades competentes com as conclusões e recomendações para
    as providências devidas. A informação é do presidente da CPI, deputado estadual
    Othelino Neto (PCdoB).
    Segundo
    Othelino Neto, a CPI tem em mãos uma série de indícios sugestivos de que houve
    abuso de preços em São Luís. Ainda de acordo com o presidente da Comissão,
    documentos encaminhados e que estão sendo analisados vêm aumentando a suspeita
    de que há cartel dos combustíveis na capital maranhense.
    “Na
    realidade, até agora, depoimentos e os fatos documentais têm sinalizado que o
    mercado de São Luís está cartelizado e que houve abuso de preços na capital
    maranhense”, disse o presidente.
    Na fase de
    relatório final, os deputados, com apoio da assessoria técnica da Assembleia
    Legislativa, analisam documentos e depoimentos, suas revelações e
    contradições. O foco da Comissão é investigar, no prazo de até 120 dias, o
    abusivo aumento nos preços dos combustíveis e a possível formação de cartel
    entre empresários do setor na capital maranhense.
    Envolvidos serão responsabilizados
    Sobre as
    providências que serão tomadas, Othelino Neto afirmou que, caso seja mesmo
    concluído que houve crime contra a ordem econômica, os envolvidos serão
    responsabilizados. “Em se confirmando a formação de cartel e o abuso de preços,
    os acusados serão responsabilizados e o relatório será encaminhado ao
    Ministério Público, à ANP (Agência Nacional do Petróleo) e ao CADE (Conselho
    Administrativo de Defesa Econômica), para que cada um desses órgãos tomem as
    medidas necessárias em sua área de atuação”, explicou o presidente da CPI dos
    Combustíveis.
    Os últimos
    a prestar depoimentos foram os empresários Leopoldo Santos Neto, do posto
    Natureza; Antonio José Hiluy Nicolau, da rede Paloma; e os representantes das
    distribuidoras Ipiranga e Sabá, Vlademir Sérgio Berti (gerente de vendas) e
    Frederico Araújo Góis dos Santos (gerente executivo).
    Segundo
    avaliação do presidente da CPI, os dois representantes de distribuidoras
    confirmaram que a variação de preços a cada revendedor, em São Luís, não é
    grande, o que torna mais estranho o fato dos preços dos postos de combustíveis
    serem coincidentes.
    Outro
    detalhe curioso, segundo Othelino Neto, é que, em depoimentos, os
    representantes das distribuidoras disseram que o aumento máximo, em São Luís,
    girou entre 3 e 5 centavos e o preço repassado ao consumidor foi maior do que
    isso. “Então isso sugere que houve abuso no preço final”, frisou o deputado.

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