Logo
  • Falta de testes para covid é denunciado por pacientes da cidade de Mirinzal

    O combate à Covid-19 tem sido um grande cartão postal do Maranhão, dado o menor taxa de mortalidade pelo vírus e o avanço na vacinação. No entanto, municípios como o de Mirinzal ainda apresentam dificuldades na coordenação desse combate.

    Moradores da cidade denunciam que alguns pacientes que apresentam os sintomas da Covid-19 e vão até o Hospital Municipal Nossa Senhora da Vitória, o único do município, não conseguem realizar o teste.

    Segundo as testemunhas, as justificativas dadas são de que o hospital não realiza o teste, sim a Unidade Básica de Saúde (UBS) da sede, que só funciona durante o dia e apenas em casos extremos, com requisição médica e horário agendado.

    Outra denúncia é que os médicos estariam sido orientados a seguir um protocolo da unidade hospitalar que orienta a testagem apenas em casos graves, quando paciente apresenta problemas respiratórios agudos.

    O jornalista Robert Willian Valporto, de 24 anos, confirmou essa informação no município. “Meu pai que apresentou sintomas de Covid-19 e chegou até a ser internado em observação, não teve a testagem, tomou medicações e foi mandado pra casa, por não apresentar problemas respiratórios agudos”, disse.

    “O médico plantonista, que me disse se chamar Ribamar, informou que os testes são recomendados apenas aos pacientes com sintomas graves e após o 12º dia de sintomas, por isso, não indicaria o teste rápido para meu pai e que assim fora orientado por superiores”, completou.

    Segundo o Ministério da Saúde, o teste rápido (por meio da coleta de uma gota de sangue), capaz de detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são produzidos pelas células de defesa do corpo humano contra o SARS-CoV-2 após o contato com vírus, pode ser realizado a partir do sétimo dia de sintomas da doença.

    Outros casos

    Já a autônoma Elissandra Trindade, de 39 anos, relatou que foi informada por uma agente de saúde que a testagem não estava acontecendo na cidade. “Eu até fui trabalhar e meu patrão mandou eu voltar pra casa já que comecei apresentar todos os sintomas. Daí, perguntei para um agente de saúde onde eu podia testar e ela me disse que não havia testagem na cidade”, exclamou.

    A aposentada Nilda Santos, de 65 anos, chegou a ter a requisição médica para o teste, mas não conseguiu fazer. “Eu e minha família tivemos os sintomas e aguardamos o prazo que o agente de saúde me disse que deveria ser para fazer o teste. Recebi a requisição do médico, deixei na Unidade Básica de Saúde para fazer, mas me informaram que não havia teste para realizar”, comentou.

    “Dias depois, fui à UBS e perguntei se não teria como fazer, mas fui informada que já havia passado os 14 dias e então não era mais necessário que eu fizesse o teste. Até hoje não fiz e não sei se tive, ou não, a Covid-19”, concluiu.

    O técnico em refrigeração Nilson Viana foi um paciente que teve o teste negado. “Estive no hospital apresentando todos os sintomas, menos a falta de ar, fiquei até em observação sendo medicado, mas não fizeram o teste. Voltei dois dias depois para pedir para testar, mas tive a negativa no pedido, fazendo com que eu tivesse que ir em outra cidade para conseguir”, pontuou.

    Outro lado

    A Diretora do hospital informou à reportagem que está sendo feito o teste rápido apenas em pacientes internados e não estão realizando o Swab Nasal, teste com cotonete aplicado na região nasal e farínge, pois, a Prefeitura “não possuía recursos para compra até o momento”, disse.

    Nós tentamos contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas nem a secretária, Larissa Schalcher, que é esposa do prefeito, nem a assessoria de imprensa retornou aos contatos. Já o prefeito Amaury Almeida, procurado no gabinete, recusou receber a equipe de reportagem.

    0 Comentários

    Deixe o seu comentário!