Profissionais que atuam nas secretarias de educação, saúde e direitos humanos no município de Pinheiro participaram do “Laboratório de Etnosaberes em Direitos Humanos, Diversidade e Diferença”. Trata-se de um curso de extensão promovido pelo IFMA – Campus Pinheiro com o objetivo de contribuir com o aprimoramento de competências dos servidores públicos e pessoas ligadas aos movimentos sociais no que diz respeito ao atendimento de demandas ocasionadas pela violação dos direitos humanos.
Os 40 participantes do curso discutiram temas como racismo, LGBTfobia, machismo, etarismo, capacitismo dentre outras expressões de violência. De acordo com o coordenador do curso, professor Claudeilson Pessoa, é fundamental debater esses temas em uma região como a baixada ocidental maranhense. “É um território acometido por violações de direitos humanos expressivas. Para além de fazer constatações, o curso possibilita que os agentes públicos e dos movimentos sociais possam refletir e pensar políticas que contribuam para mitigar essas problemáticas, sobretudo em suas formas simbólicas que cotidianamente e, muitas vezes de maneira velada, ocorrem no interior das instituições”, avaliou o professor.
Além do coordenador, a equipe que promove o “Laboratório de Etnosaberes em Direitos Humanos, Diversidade e Diferença” é formada pelo técnico administrativo Jadson Rodrigues e pelos alunos bolsistas, Tarik Santos e Gabrielle Moreira. Para Tarik, o curso possibilitou uma troca importante entre eles e os participantes. “Como estamos junto com o professor, apresentamos o nosso ponto de vista com base naquilo que estudamos e isso acaba contribuindo como nosso nível de formação. Também, é uma via de mão dupla porque ensinamos e aprendemos com os participantes”, destacou o estudante.
A ideia é que o curso seja uma ação contínua e que as próximas turmas envolvam grupos como a polícia militar, guarda municipal e movimentos sociais, tendo em vista a relevância dessas pautas para o desenvolvimento da sociedade.





