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  • Maranhão é um dos líderes em trabalho escravo no país

    Nesta
    segunda-feira (28), é lembrado o “Dia Nacional de Combate ao Trabalho
    Escravo”. Em todo o país, são mais de 20 mil trabalhadores em condição
    análoga à escravidão. No ranking de Estados que apresentam maior índice
    de prática de trabalho análoga à escravidão no período entre 2003 e 2011, o
    Maranhão ocupa o terceiro lugar em número de denúncias registradas, sendo 244
    no total. Considerando a origem, o Maranhão é apontado pela maioria dos
    trabalhadores libertados da situação: 27,6% nasceram no Maranhão, um total de
    6.519 trabalhadores.
     Na edição mais recente da
    “lista-suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado fica
    em quarto lugar, com 29 empregadores listados e 555 trabalhadores libertados,
    atrás apenas dos Estados do Pará, Mato Grosso e Goiás. A lista é atualizada a
    cada seis meses.
    No
    Maranhão, um dos órgãos responsáveis pelo combate ao trabalho escravo é o
    Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com a procuradora do Trabalho,
    Anya Gadelha Diógenes, o combate ao trabalho escravo passa pela implementação
    de políticas públicas e deve ter a participação das diversas esferas do poder e
    a sociedade civil organizada. “O MPT, em especial, atua desde a fase da
    fiscalização. Nós recebemos as denúncias e, por meio de grupos móveis, com o
    auxílio de auditores e policiais, nós fazemos essas fiscalizações. 
    Já no
    momento da fiscalização, já há uma atuação para a garantia dos direitos dos
    trabalhadores que estão naquela situação, como pagamento das verbas
    rescisórias, salários que não foram pagos e a retirada dos trabalhadores
    daquele local. A ação subsequente é prevenir que aquilo se repita, por meio de
    ações civis públicas, termos de ajustamento de conduta, nós atuamos para
    obrigar aqueles trabalhadores a não mais incidir naquelas
    irregularidades”, disse em entrevista ao Imirante.
    Denúncias
    podem ser feitas pelo telefone do MPT no Maranhão, (98) 2107-9300; pela página eletrônica do MPT na internet;
    ou, ainda, pelo Disque-Denúncia Nacional da Secretaria de Direitos Humanos da
    Presidência da República, pelo telefone 100.
    O Imirante.com

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