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  • Maranhão vive total descontrole do Sistema Penitenciário, diz deputado

    Othelino destacou também a paralisação de
    advertência de 24h dos agentes penitenciários
    O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB)
    disse, na sessão desta quarta-feira (17), que a população assiste
    atônita ao total descontrole do governo do Maranhão com o seu Sistema
    Penitenciário. Ele lamentou as novas fugas que aconteceram, desde a madrugada,
    na Penitenciária de Pedrinhas, o que geraram mais notícias negativas no
    noticiário nacional. 
    Primeiro, os bandidos cavaram um novo
    túnel por onde fugiram dezenas na madrugada. E na manhã desta quarta-feira, uma
    nova tentativa de fuga, inclusive, foi mostrada, ao vivo, em rede nacional,
    pela Globo News. Os bandidos pularam muro, desceram telhado e ficaram frente a
    frente com a Polícia.
    “Os presos tiveram tempo de cavar um
    túnel. Havia bastante barro. As fotos mostram um buraco. O túnel sai lá do
    outro lado e há fotos registrando tudo isso. Ou seja, mais uma vez, repete-se o
    total descontrole do governo do Maranhão com o sistema penitenciário”, frisou
    Othelino Neto.
    O deputado lembrou que já houve
    decreto da governadora Roseana Sarney, instituindo situação de emergência com
    relação a esse caos na Segurança Pública, mas em nada adiantou. “Da crise que
    se radicalizou em janeiro deste ano para cá em nada melhorou a gestão do
    Sistema Penitenciário do Maranhão. Aliás, vem até piorando”, disse Othelino. 
    “Então, o que se pode observar é que o
    governo, de fato, é incapaz de controlar e de administrar o Sistema
    Penitenciário. Os presos fogem, uns pela porta da frente, subornando um diretor
    da casa que acabou de ser preso; outros cavam túneis. O certo é que a
    Penitenciária de Pedrinhas não tem a menor segurança e, cada dia mais, os
    cidadãos maranhenses ficam expostos à insegurança que se agrava com a falta de
    política de segurança e também porque os bandidos, que já estavam presos, vêm
    sendo soltos e vêm fugindo”, analisou Othelino. 
    Agentes penitenciários
    Othelino destacou também a paralisação de
    advertência de 24h dos agentes penitenciários. Eles alegam que, por cinco
    vezes, solicitaram à Secretaria de Administração Penitenciária uma audiência
    para tratar de assuntos de interesse do Sistema Penitenciário do Maranhão e da
    categoria dos funcionários. 
    Segundo o deputado do PCdoB, eles pedem
    coisas simples, mas que deveriam ter no dia-a-dia da atividade, como coletes à
    prova de bala, algemas, segurança mínima para que possam trabalhar. “Diz o
    presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão,
    Antônio Portela, que deveriam ser três agentes para cada detento, enquanto que
    lá em Pedrinhas, quando muito, é um para um”, comentou. 
    Segundo informação do sindicato, o governo
    do Maranhão paga para a empresa VTI R$ 5 mil reais por monitor, mas o servidor
    contratado recebe apenas R$ 900,00. De acordo com o deputado, ele recebe esse
    salário pela atividade para a qual não foi treinado e aumenta, mais ainda, o
    risco de exposição e até de suborno para facilitar a fuga de presos. 
    “Firmas terceirizadas não são policiais,
    não são funcionários públicos. Então o que se espera é que o estado,
    minimamente, ouça e converse com os agentes
    penitenciários para que essa situação, que já fugiu do controle, não piore,
    ainda mais, pois os agentes penitenciários não descartam uma greve por tempo
    indeterminado, caso não sejam atendidos e ouvidos pelo governo do Maranhão”,
    disse o deputado.
    Othelino lembrou que da mesma
    forma que o Sindicato dos Agentes de Defesa Agropecuária não foi ouvido pelo
    governo, na paralisação dos servidores da Aged, os agentes penitenciários
    também não conseguem dialogar com o governo. “Isso é muito grave. O governo é
    incompetente, não dialoga e, pior, a governadora Roseana Sarney agora só pensa
    em fazer campanha, ao invés de cuidar do governo, que é a sua obrigação, até o
    dia 31 de dezembro”, finalizou.

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