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  • MPMA pede a cassação do prefeito de Alcântara

    O
    Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça da
    Comarca de Alcântara, requereu, em Ação Civil Pública por ato de improbidade
    administrativa, a perda da função pública do prefeito Domingos Santana da Cunha
    Júnior, mais conhecido como “Araken”, devido a ilegalidades em
    processos licitatórios realizados para aquisição de merenda escolar pela
    Prefeitura de Alcântara no ano de 2013.
    A ação, datada de 21 de maio
    deste ano, foi formulada pelo promotor de justiça Raimundo Nonato Leite Filho,
    após denúncia apresentada pelo vereador Benedito Barbosa. O juízo de Alcântara
    ainda não se manifestou acerca da propositura da ação.
    Na denúncia, o vereador
    relata a constante falta de merenda na rede municipal de ensino, assim como o
    descaso do prefeito em prestar os esclarecimentos solicitados acerca do
    processo licitatório para aquisição de merenda escolar.
    As irregularidades foram
    identificadas nas licitações na modalidade pregão presencial 037/2013 e na
    dispensa de licitação 06/2013, conforme pareceres técnicos do Centro de Apoio
    Operacional da Probidade Administrativa do MPMA. Tais inconsistências, no caso
    do pregão presencial, revelaram-se, entre outras situações, na ausência da
    aprovação do termo de referência pela autoridade competente, ausência de
    comprovação de publicação do resumo do edital na internet e em jornal de grande
    circulação, ausência de comprovação de divulgação do resultado da licitação,
    todas exigências previstas no Decreto nº 3.555/00.
    Para o promotor de justiça
    Raimundo Nonato Leite Filho, “as ilegalidades cometidas pelo Município de
    Alcântara, por meio de seu gestor, consubstanciam-se numa série de violações às
    regras que dispõem sobre o processo licitatório para contratação de bens, obras
    e serviços na Administração Pública”.
    Além da penalidade da perda
    da função, o Ministério Público requer que o prefeito seja punido, ainda, com a
    suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil
    de até 100 vezes o valor da remuneração recebida e proibição de contratar com o
    Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
    direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual
    seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

    Redação: CCOM-MPMA

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