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  • Oposição diz que “inauguração” do Hospital do Câncer é um engodo

    Os deputados Marcelo Tavares (PSB) e
    Othelino Neto (PCdoB) questionaram, na sessão desta terça-feira (26), o
    discurso de deputados governistas que foram à tribuna elogiar a mudança de
    perfil do Tarquínio Lopes, que passou a se chamar Hospital de Câncer do Maranhão,
    e que ainda foi “inaugurado” pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney, nas
    antigas instalações.
    Na tribuna, Othelino Neto reforçou o
    discurso do deputado Eduardo Braide (PMN) que teve, em 2011, aprovada uma
    emenda constitucional que criou o Fundo Estadual de Combate ao Câncer, mas que,
    até hoje, o Poder Executivo não encaminhou projeto de lei complementar para que
    sejam destinados recursos para o Hospital Aldenora Belo e para o agora Hospital
    do Câncer, antes Tarquínio Lopes.
    “O governo do Maranhão, com a
    insensibilidade tradicional, demora três anos para regulamentar esse Fundo,
    porque trata esse assunto com tão pouca importância. E pior: brinca de cuidar
    do assunto quando diz que vai inaugurar, daqui a poucos dias, aquela clínica
    fantasma que recebe R$ 30 mil por mês de propriedade do candidato a governador
    apoiado pelo grupo Sarney, Edinho Lobão (PMDB)”, comentou Othelino Neto.
    Segundo Marcelo Tavares, o governo só
    mudou o perfil do Tarquínio Lopes para Hospital do Câncer somente em razão de
    protestos de parlamentares da Oposição, que vem denunciando o descaso do
    governo com os pacientes com a doença no Maranhão.
    Nada mais que o Geral
    “É até bem-vindo este gesto do
    governo, mas nada mais é do que o Hospital Geral. Falam tanto e não houve
    nenhuma inauguração de hospital novo. É uma vergonha que nós tenhamos, ainda no
    ano de 2014, o Estado sem oferecer um serviço de radioterapia aos pacientes. De
    forma vergonhosa, o Maranhão, mais uma vez, deixa de apresentar uma solução
    correta, definitiva, exitosa para mais uma vez tentar enrolar a população”,
    disse Marcelo Tavares.
    Marcelo acrescentou que, em vez de
    buscar uma solução definitiva para o problema, o Governo do Estado limitou-se a
    apenas fazer uma modificação do perfil do Hospital Tarquínio Lopes, que passa a
    ser agora um hospital contra o câncer. “Tudo bem, que seja, mas que, de fato,
    pudesse fazer todos os tratamentos necessários ao efetivo combate ao câncer.
    Este novo hospital está longe de apresentar a solução que a população do
    Maranhão precisa”, ressaltou.
    Aldenora Belo superlotado
    Othelino Neto reforçou as palavras de
    Marcelo Tavares, observando que o Hospital Aldenora Belo está superlotado e não
    tem condições de atender toda a demanda. “A rede pública ainda está muito longe
    de atender todas as pessoas que precisam desse tipo de assistência e,
    infelizmente, o governo do Maranhão não consegue tratar o assunto com a
    responsabilidade devida. E olha que é um assunto de grande repercussão social”,
    disse.
    O deputado do PCdoB salientou que é
    grande o sofrimento das pessoas acometidas pelo câncer e que dependem do
    atendimento do serviço público de saúde. “Infelizmente, esta doença já provoca
    sofrimentos, os mais diversos, na pessoa que está doente, nos familiares.
    Enfim, é uma doença que tem, além dos transtornos que ela mesma impõe ao
    paciente, todo um conjunto de dificuldades que a família enfrenta”, afirmou.

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