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  • PF predeu 7 por extração ilegal de madeira no Alto Turi

    Entre os
    envolvidos estão  madeireiros, índios, policiais militares e
    políticos da região.
    A Polícia
    Federal deflagrou hoje, 20, a Operação CUPIM, com o objetivo de reprimir a
    prática de extração irregular de madeira em terras indígenas localizadas nos
    municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme/MA.
    A
    investigação teve início com a Operação Arco de Fogo no ano de 2011, com o
    levantamento de informações sobre desmatamento na reserva indígena ALTO TURIAÇU
    no estado do Maranhão, que gerou o IPL 18/2011/SR/DPF/MA.
    A
    quadrilha é formada por madeireiros, índios, policiais militares e políticos da
    região.
    De acordo
    com as investigações a prefeitura da cidade de Centro do Guilherme cobra uma
    taxa para que os caminhões madeireiros possam entrar na reserva e de lá retirar
    as toras para venda às serrarias. No entanto, essa atividade não é autorizada
    pelo IBAMA ou FUNAI e o dinheiro arrecadado não ia para os cofres públicos, mas
    para o bolso dos integrantes da quadrilha.
    Ao pagar
    a taxa o caminhoneiro recebia um ticket, que comprovava o pagamento e dava
    direito de ingressar na reserva. Esse controle de entrada dos caminhões era
    feito por guardas municipais armados ilegalmente instalados em
    “barreiras/cancelas” no povoado Centro do Elias e na Quadra 80-1, zona rural de
    Maranhãozinho, sob supervisão de um sub-tenente da Polícia Militar da região.
    Os
    investigados responderão pelos crimes de corrupção passiva, concussão,
    prevaricação, formação de quadrilha ou bando e peculato.
    Na ação
    foram empregados 34 policiais federais, que deram cumprimento a 7 mandados de
    busca e apreensão, nas cidades de Maranhãozinho/MA, Centro do Guilherme/MA e
    São Luís/MA.
    O nome da
    operação policial significa cupim, em tupi-guarani, que é considerada uma praga
    perigosa que ataca a madeira e outros produtos agrícolas.

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