TCE-MA desaprova conta do ex-prefeito de Bacuri Washington Oliveira e aponta rombo milionário no Fundeb

Tribunal de Contas do Estado do Maranhão decidiu desaprovar as contas do município de Bacuri referentes ao exercício de 2024, último ano da gestão do ex-prefeito Washington Luís de Oliveira. A decisão foi tomada durante a 14ª Sessão Ordinária do Pleno, realizada em São Luís, e expõe um cenário considerado grave pelos órgãos de controle.

De acordo com o tribunal, foram identificadas irregularidades significativas na aplicação de recursos públicos, com destaque para um possível rombo superior a R$ 77 milhões no Fundeb. O caso está entre os mais críticos analisados na sessão, que também avaliou as contas de outros quatro municípios maranhenses.

Irregularidades e investigação aprofundada

A desaprovação das contas não apenas aponta falhas administrativas, mas também levanta suspeitas de danos ao erário. Diante da gravidade das inconsistências, o TCE-MA decidiu converter o caso em Tomada de Contas Especial, um procedimento mais rigoroso que visa apurar responsabilidades, quantificar prejuízos e identificar possíveis responsáveis por irregularidades.

Além de Bacuri, o município de Centro Novo do Maranhão também entrou no radar da corte, com auditorias envolvendo recursos do Fundeb. No caso específico de Bacuri, o volume analisado ultrapassa R$ 77 milhões, valor que acende um alerta sobre a gestão de recursos destinados à educação básica.

Histórico de irregularidades

Outro ponto que chama atenção é o histórico do ex-gestor. Uma certidão emitida pelo próprio TCE-MA confirma que Washington Luís de Oliveira possui contas julgadas irregulares nos últimos anos. Entre os registros, consta o processo nº 4179/2011, referente ao exercício de 2010, já com trânsito em julgado em janeiro de 2026.

O documento oficial certifica que há registros formais de irregularidades associadas à responsabilidade do ex-prefeito, reforçando um padrão de problemas na prestação de contas públicas ao longo de sua trajetória administrativa.

Impactos e desdobramentos

A desaprovação das contas pode gerar uma série de consequências legais e políticas. Entre elas, estão a aplicação de multas, a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos e possíveis impedimentos para ocupar cargos públicos, conforme prevê a legislação vigente.

Além disso, a abertura de Tomada de Contas Especial amplia o alcance das investigações e pode resultar em encaminhamentos ao Ministério Público para análise de eventuais ilícitos civis ou criminais.

Transparência e controle

O caso reforça o papel dos tribunais de contas na fiscalização dos recursos públicos, especialmente em áreas sensíveis como a educação. O uso adequado das verbas do Fundeb é considerado essencial para garantir qualidade no ensino e equidade no acesso à educação básica.

Diante do volume de recursos envolvidos e da natureza das irregularidades apontadas, o episódio deve seguir sob acompanhamento rigoroso dos órgãos de controle e da sociedade.

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