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  • Tirar serviço de neurocirurgia de hospital deixa população da baixada desassistida, diz médico

    Bajuladores ao lado de Flávio Dino no dia da inauguração do Hospital.

    Bajuladores ao lado de Flávio Dino no dia da inauguração do Hospital.

    Um médico que trabalha no Hospital Regional da Baixada Maranhense Dr. Jackson Lago, em Pinheiro, afirmou que, mesmo funcionando precariamente, o serviço de neurocirurgia da unidade era o único na região e, com a sua desativação, as pessoas da baixada que sofrerem algum trauma de crânio podem não ter chance de chegar com vida a São Luís. O médico, que preferiu não se identificar, disse que o hospital nunca foi equipado com material para cirurgia eletiva.

    “Tínhamos material mal para fazer trauma. Acho que não se pode em falar custo alto quando o valor pago é o mesmo pago pelo socorrão aqui em São Luís. O hospital nem de longe estava no mesmo patamar que o hospital de Coroatá, que, na época do Murad (Ricardo Murad, ex-secretário de Estado da Saúde), funcionava muito bem e agora já está sucateado também aguardando o término das eleições para o serviço ser fechado também”, observou o médico, criticando a postura da Secretaria de Estado da Saúde (SES) de suspender a área de neurocirurgia do Hospital de Pinheiro por alegar alto custo do serviço e baixa demanda.

    “A pouca demanda significa atender várias solicitações de transferência por dia, mas ter dificuldade de receber o paciente porque o Estado fechou a porta. Isto é, o paciente só pode ser trazido se a regulação liberar. Uma forma de seletivar o atendimento é não receber os traumas, mas se for apadrinhado pode. Ontem (quarta-feira) mesmo internaram um paciente lá com a tomografia do hospital quebrada. Na UTI! Fingindo que estão dando assistência quando nem se sabe qual a causa da lesão: AVC isquêmico ou hemorrágico. E se precisar de neurocirurgia não terá mais avaliação a partir do dia 18”, denunciou.

    Do Imirante.

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