Vereador Domingos Paz já acumula cinco processos de casos de abuso ou assédio sexual; ele nega acusações

O vereador Domingos Paz (Podemos) já teve cinco inquéritos abertos contra ele em investigações sobre casos de assédio sexual. Nesta semana, Dos inquéritos, dois foram arquivados – um por falta de provas e outro por prescrição – ou seja, quando a suposta vítima demorou para denunciar. Os outros três seguem em segredo de justiça.

“Eu tô muito tranquilo, eu sei já tenho conhecimento de tudo que está acontecendo, não vou expor aqui por questão de segurança, questão judicial, para não atrapalhar as investigações. Mas voltarei aqui, assim como venci esta aqui que me acusaram o ano inteiro e foi transitado, julgado e inocentado, da mesma forma eu vou apresentar esse outro resultado como eu sou de fato vítima de uma perseguição tamanha”, disse o vereador.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Luís recebeu, nesta semana, uma nova denúncia envolvendo o vereador. Neste caso, uma adolescente de 17 anos que trabalhava na casa do parlamentar, teria sido assediada por ele.

Devido a denúncia, o Fórum das Mulheres protocolou outro pedido de investigação e cassação do vereador. Em um ano, foram protocolados quatro documentos na Câmara e as denúncias, estão sendo acompanhadas pelo Fórum.

“Tivemos várias vezes pressionando e pedindo que fossem tomadas as providências devidas tendo vista a punição e cassação do vereador. Nenhuma providência foi tomada o ano todo”, afirmou Mari Ferreira, coordenadora do Fórum de Mulheres.

O Conselho de Ética da Câmara Municipal decidiu, esta semana, aceitar mais uma representação contra Domingos Paz por quebra de decoro. Agora, a comissão tem 60 dias para concluir um relatório.

Amparado pelas decisões da justiça, o parlamentar diz que tem sofrido perseguição política.

“Quem está por trás disso? É o interesse de quem? Essa é a pergunta que eu deixo para a população de São Luís julgar de fato, quem tem acompanhado a minha luta naquele parlamento municipal, sendo perseguido praticamente 24 horas. Lutei para chegar naquela casa, para trabalhar para aqueles que mais precisam, mas tenho sido perseguido 24 horas”, finalizou o vereador.

G1MA

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