Secretário Ricardo Murad discute serviços de saúde com prefeitos‏

O
processo de definição da Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde (PGASS)
do Maranhão foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Ricardo
Murad, a prefeitos e secretários municipais de saúde que lotaram o auditório do
Hotel Luzeiros, em São Luís, na manhã desta terça-feira (19), durante o
Encontro Estadual de Gestores de Saúde.
A
PGASS substitui a Programação Pactuada Integrada (PPI) de 2004 e define uma
nova repactuação de recursos, serviços e ações de saúde que serão desenvolvidos
com qualidade em cada uma das 19 regiões do Maranhão. Participaram do seminário
também os deputados estaduais Antonio Pereira e Dr. Pádua (PSD), a promotora da
Saúde Glória Mafra, além de técnicos e assessores da SES. 
Ricardo
Murad afirmou que este é um novo momento da saúde pública, iniciado desde o ano
passado com a criação do perfil mínimo que cada município precisa oferecer à
sua população, e que agora tem continuidade, após o processo eleitoral e
escolha dos novos gestores municipais. “Vamos fazer uma repactuação
completa dos recursos e dos serviços ofertados para que tenhamos uma nova saúde
pública no Estado. Esperamos que, até no máximo 90 dias, possamos concluir esta
macroalocação de recursos e tenhamos uma rede de saúde integrada e
hierarquizada para melhor atender a população maranhense”, declarou o
secretário estadual.
O
PGASS é um dos instrumentos de planejamento da saúde, consistindo em um
processo de negociação e pactuação entre os gestores em que são definidos os
quantitativos físicos e financeiros das ações e serviços de saúde a serem
desenvolvidos, no âmbito regional. O projeto está dividido em seis etapas. A
primeira consistiu na realização de oficinas de trabalho para construção da
nova PGASS (antiga PPI). Esta segunda fase, objetivo do encontro,é a pactuação
dos serviços e da macroalocação dos recursos SUS da Média e Alta Complexidade
(MAC) do Estado do Maranhão.
A
terceira fase será de construção das novas redes (urgência e emergência,
cegonha, psicossocial, doenças crônicas e reabilitação). Em seguida, será a
realização de um seminário sobre as responsabilidades dos gestores frente a
nova legislação SUS. A quinta etapa será a celebração dos convênios (contrato
organizativo da ação pública da saúde – COAP) e a última fase consiste na
regulação dos pacientes. 
“Antes
de fecharmos este processo de elaboração da PGASS, é necessário que os gestores
municipais iniciem a constituição das novas Comissões Intergestores Regionais
(CIR) com a eleição de seus coordenadores e secretários, a eleição do novo
Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e a composição da nova
Comissão Intergestores Bipartite (CIB)”, explicou Ricardo Murad. 
Como
critérios adotados pelo PGASS para nortear a pactuação dos serviços e da
macroalocação dos recursos de média e alta complexidade estão a definição dos
recursos de cada uma das 19 Regiões de Saúde, calculados com base no número de
habitantes da região multiplicado pelo valor per capita; e a relação dos
serviços de média e alta complexidade que deverão ser financiados por este teto
em cada Região.”Os recursos serão repassados para o município que oferecer
o serviço de saúde pactuado, de forma ininterrupta e com qualidade”,
garantiu Ricardo Murad.
Novos
recursos
 
O
subsecretário da SES, José Márcio Leite, apresentou aos gestores municipais as
Redes de Atenção à Saúde que estão sendo implantadas pelo Ministério da Saúde
(MS) em todo o país e que podem levar novos recursos financeiros para os
municípios. “As Redes Cegonha, Urgência e Emergência, Psicossocial,
Doenças Crônicas e Reabilitação – todas com base da atenção primária de saúde –
precisam ser construídas em parceira com os municípios para que possamos
receber novos inventivos financeiros no Maranhão”, explicou José Márcio. 
A
Rede Cegonha abrange cuidados com o período de pré-natal, parto, puerpério e
saúde da criança e a Rede Psicossocial inclui os Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS), consultórios de rua, unidades de acolhimento terapêutico transitório;
SAMU/Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Atenção Primária e leitos em hospital
geral. A rede de Reabilitação consiste na formação de centros especializados em
reabilitação, oficinas ortopédicas, leitos de cuidados prolongados e serviços
de atenção básica.
José
Márcio chamou a atenção dos gestores para a rede de Doenças e Condições
Crônicas. “É um conjunto de ações e serviços de saúde, estruturados com
base em critérios epidemiológicos e de regionalização para dar conta dos
desafios atuais onde os quadros relativos aos cânceres de mama e colo do útero
são de alta relevância epidemiológica e social”, disse. 
Participaram
do encontro 175 dos 217 prefeitos maranhenses, que estavam acompanhados dos
secretários municipais (num total de 186) e assessores técnicos. Eles aprovaram
um calendário de oficinas que a Secretaria de Estado de Saúde realizará em São
Luís, durante o mês de março, para que os municípios possam definir, por
região, a oferta de serviços de saúde.
“O
problema da saúde não é só falta de recursos. Precisamos discutir outras
questões, como a viabilidade do Programa Saúde da Família”, opinou o
prefeito de Tuntum, Tema Cunha. “É uma iniciativa louvável do secretário
Ricardo Murad, porque é sempre importante para nós, gestores municipais, poder
contar com o apoio do Estado na definição da rede de serviços de saúde”,
declarou o prefeito de Viana, Chico Gomes, ao falar sobre a realização do
encontro.

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