Por Abimael Costa
É
com pesar que comunicamos o falecimento do pastor Antonio Meton Soares,
ocorrido as 3h da manhã deste sábado (07) em São Luis.
com pesar que comunicamos o falecimento do pastor Antonio Meton Soares,
ocorrido as 3h da manhã deste sábado (07) em São Luis.
Nossos
pêsames a toda família enlutada bem como a toda Igreja. Aprouve a Deus, que
sabe de todas as coisas e se agradou Deus em recolhê-lo hoje a gloria, pois
“Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos” (Salmos 116.15).
pêsames a toda família enlutada bem como a toda Igreja. Aprouve a Deus, que
sabe de todas as coisas e se agradou Deus em recolhê-lo hoje a gloria, pois
“Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos” (Salmos 116.15).
Antonio
Meton Soares, nasceu em 04 de junho de 1921, na cidade de Tamboril, no
Estado do Ceará. Aceitou Jesus em 1945 na cidade de Pedro II (PI).
Cearense, com 22 anos de idade, Meton Soares sai do Ceará e passa a morar no
Estado do Piauí e no ano de 1950 vem embora para o Maranhão.
Meton Soares, nasceu em 04 de junho de 1921, na cidade de Tamboril, no
Estado do Ceará. Aceitou Jesus em 1945 na cidade de Pedro II (PI).
Cearense, com 22 anos de idade, Meton Soares sai do Ceará e passa a morar no
Estado do Piauí e no ano de 1950 vem embora para o Maranhão.
Pr.
Meton Soares iniciou o seu ministério na então Água Branca, hoje a cidade
de Vitorino Freire. Depois pastoreou as igrejas de Igarapé Grande, Caxias,
Andirobal dos Crentes e atualmente Pio XII, Santa Inês e Pedreiras. Foi
líder da Assembleia de Deus na cidade de Santa Inês, entre os anos de 1963 a
1970. Tendo sido transferido para a cidade de Pedreiras onde pastoreou
até o ano de 1990, quando retornou à Santa Inês e permaneceu na direção geral
da igreja até o dia 26 de dezembro de 2009, quando então, entregou oficialmente
a liderança ao pastor Rayfran Batista da Silva.
Meton Soares iniciou o seu ministério na então Água Branca, hoje a cidade
de Vitorino Freire. Depois pastoreou as igrejas de Igarapé Grande, Caxias,
Andirobal dos Crentes e atualmente Pio XII, Santa Inês e Pedreiras. Foi
líder da Assembleia de Deus na cidade de Santa Inês, entre os anos de 1963 a
1970. Tendo sido transferido para a cidade de Pedreiras onde pastoreou
até o ano de 1990, quando retornou à Santa Inês e permaneceu na direção geral
da igreja até o dia 26 de dezembro de 2009, quando então, entregou oficialmente
a liderança ao pastor Rayfran Batista da Silva.
Em
suas muitas atividades pastorais Meton Soares assumiu também a presidência da
CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Maranhão) no
início de 1996, sucedendo o pastor Estevam Ângelo de Souza e presidiu a mesma
até dezembro de 1998. Atualmente o pastor Antonio Meton Soares é presidente de
honra da Assembleia de Deus em Santa Inês e também da CEADEMA.
suas muitas atividades pastorais Meton Soares assumiu também a presidência da
CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Maranhão) no
início de 1996, sucedendo o pastor Estevam Ângelo de Souza e presidiu a mesma
até dezembro de 1998. Atualmente o pastor Antonio Meton Soares é presidente de
honra da Assembleia de Deus em Santa Inês e também da CEADEMA.
Entrevista
com Pr. Antonio Meton Soares
com Pr. Antonio Meton Soares
Por
Gildenemyr L. Sousa em setembro de 2006
Gildenemyr L. Sousa em setembro de 2006
Presidente
de Honra da CEADEMA abre o coração e conta como foi o início da maior igreja
evangélica no Estado.
de Honra da CEADEMA abre o coração e conta como foi o início da maior igreja
evangélica no Estado.
Muitos
foram os bravos pioneiros que enfrentaram corajosamente dificuldades e
privações sem imaginar que aquela Assembléia de Deus que construíam, em menos
de 90 anos, seria a maior igreja evangélica do Estado. Foi neste espírito de
pioneirismo e empreendorismo presente num passado difícil, porém, cheio de
glórias, foi que começou nossa história. História, cujos heróis, na sua
maioria, já se foram, mas uns poucos ainda estão por ai: tranqüilos, leves,
serenos, marcados por vitórias e realizações, cujas marcas passam pouco
perceptíveis aos olhos comuns. Porém, há um Deus cujos olhos são como chamas de
fogo (Ap 2.18). E não há nada que passe despercebido de Seus olhos. Por isso
mesmo, dá conta dos detalhes das coisas, das ações e, principalmente, das
motivações dos homens.
foram os bravos pioneiros que enfrentaram corajosamente dificuldades e
privações sem imaginar que aquela Assembléia de Deus que construíam, em menos
de 90 anos, seria a maior igreja evangélica do Estado. Foi neste espírito de
pioneirismo e empreendorismo presente num passado difícil, porém, cheio de
glórias, foi que começou nossa história. História, cujos heróis, na sua
maioria, já se foram, mas uns poucos ainda estão por ai: tranqüilos, leves,
serenos, marcados por vitórias e realizações, cujas marcas passam pouco
perceptíveis aos olhos comuns. Porém, há um Deus cujos olhos são como chamas de
fogo (Ap 2.18). E não há nada que passe despercebido de Seus olhos. Por isso
mesmo, dá conta dos detalhes das coisas, das ações e, principalmente, das
motivações dos homens.
Mas,
entre os pioneiros que ainda estão por ai: tranqüilos, leves, serenos e com
singular disposição, destacamos o inquebrável, o singular, o pastor Antonio
Meton Soares. Um homem sem paralelo, pelo menos, por aqui por perto, não se vê
igual. “Essa parte de saúde vem de Deus” – Afirma. Nascido em 04 de junho de
1921, na cidade de Tamboril, no Estado do Ceará. Ainda jovem, muda-se para o
Piauí. Na cidade de Pedro II, torna-se mordomo da família Braga. Apesar dessa
responsabilidade, adquire a fama de valente. Torna-se respeitado por sua
destreza e força física. “Quando eu chegava a uma festa todo mundo se levantava
com medo”. Certo dia, às 7 horas da noite, já no seu quarto pra dormir, começou
a refletir na vida e no seu futuro próximo. Ao amanhecer, estava decidido em
procurar uma jovem para se casar. No que lhe foi apresentada uma parenta da
esposa de seu patrão. Surgindo em sua vida, dona Maria Eugênia, que lhe daria
os filhos: Daniel, Samuel, Ester e Josué. Maria Eugênia toma parte de sua vida
até 05 de outrubro de 1970, quando passa a estar com o Senhor. Casando em
segunda núpcias, com dona Maria Leonarda de Sousa Soares, que lhe deu mais dois
filhos: Josias e Antonio Meton Filho.
entre os pioneiros que ainda estão por ai: tranqüilos, leves, serenos e com
singular disposição, destacamos o inquebrável, o singular, o pastor Antonio
Meton Soares. Um homem sem paralelo, pelo menos, por aqui por perto, não se vê
igual. “Essa parte de saúde vem de Deus” – Afirma. Nascido em 04 de junho de
1921, na cidade de Tamboril, no Estado do Ceará. Ainda jovem, muda-se para o
Piauí. Na cidade de Pedro II, torna-se mordomo da família Braga. Apesar dessa
responsabilidade, adquire a fama de valente. Torna-se respeitado por sua
destreza e força física. “Quando eu chegava a uma festa todo mundo se levantava
com medo”. Certo dia, às 7 horas da noite, já no seu quarto pra dormir, começou
a refletir na vida e no seu futuro próximo. Ao amanhecer, estava decidido em
procurar uma jovem para se casar. No que lhe foi apresentada uma parenta da
esposa de seu patrão. Surgindo em sua vida, dona Maria Eugênia, que lhe daria
os filhos: Daniel, Samuel, Ester e Josué. Maria Eugênia toma parte de sua vida
até 05 de outrubro de 1970, quando passa a estar com o Senhor. Casando em
segunda núpcias, com dona Maria Leonarda de Sousa Soares, que lhe deu mais dois
filhos: Josias e Antonio Meton Filho.
A
cidade de Pedro II tornou-se palco de acontecimentos que terminaram por nortear
o que seria o seu futuro. Em Pedro II, aprende a profissão de pintor e
pedreiro. Também nesta cidade se dar o seu primeiro matrimônio. E, em Pedro II,
no dia 12 de agosto de 1945, nasce outra vez na pessoa do Senhor Jesus Cristo.
“O maior milagre que eu posso registrar é porque eu tinha o nome de valente.
Aceitei a Jesus e não briguei mais… Isto foi um grande milagre!” – Resume.
cidade de Pedro II tornou-se palco de acontecimentos que terminaram por nortear
o que seria o seu futuro. Em Pedro II, aprende a profissão de pintor e
pedreiro. Também nesta cidade se dar o seu primeiro matrimônio. E, em Pedro II,
no dia 12 de agosto de 1945, nasce outra vez na pessoa do Senhor Jesus Cristo.
“O maior milagre que eu posso registrar é porque eu tinha o nome de valente.
Aceitei a Jesus e não briguei mais… Isto foi um grande milagre!” – Resume.
Em
1950, chega ao Maranhão, precisamente em Água Branca (hoje Vitorino Freire). A
partir daí, aproveitamos um texto escrito pelo próprio punho do saudoso pastor
Estevam Ângelo de Souza: “Após auxiliar no trabalho do Senhor no Piauí, o
pastor Antonio Meton Soares, mudou-se para o Maranhão, onde continuou
auxiliando, sendo consagrado evangelista no dia 03 de março de 1955, para
servir em Vitorino Freire, sob a direção do pastor Manoel Alves Ribeiro.
Transferido, serviu depois às seguintes igrejas, nos seguintes lugares: Igarapé
Grande, Guimarães. No dia 26 de novembro de 1960 foi ordenado ao Santo
Ministério, na cidade de Vitorino Freire. Nessa ocasião foi transferido para o
pastorado da igreja em Caxias. No ano seguinte foi transferido para Andirobal
dos crentes, onde iniciou a construção do templo, deixando-o em fase de
conclusão. Em 1963 foi transferido para Santa Inês, encontrando iniciado o
templo sede daquela igreja, o concluiu. Em l970, foi transferido ao pastorado
da igreja em Pedreiras, onde concluíra a construção do templo que estava
iniciado, inaugurando-o em 19 de dezembro de l971. Nota: É casado em segunda
núpcias, com dona Maria Leonarda de Sousa Soares.”
1950, chega ao Maranhão, precisamente em Água Branca (hoje Vitorino Freire). A
partir daí, aproveitamos um texto escrito pelo próprio punho do saudoso pastor
Estevam Ângelo de Souza: “Após auxiliar no trabalho do Senhor no Piauí, o
pastor Antonio Meton Soares, mudou-se para o Maranhão, onde continuou
auxiliando, sendo consagrado evangelista no dia 03 de março de 1955, para
servir em Vitorino Freire, sob a direção do pastor Manoel Alves Ribeiro.
Transferido, serviu depois às seguintes igrejas, nos seguintes lugares: Igarapé
Grande, Guimarães. No dia 26 de novembro de 1960 foi ordenado ao Santo
Ministério, na cidade de Vitorino Freire. Nessa ocasião foi transferido para o
pastorado da igreja em Caxias. No ano seguinte foi transferido para Andirobal
dos crentes, onde iniciou a construção do templo, deixando-o em fase de
conclusão. Em 1963 foi transferido para Santa Inês, encontrando iniciado o
templo sede daquela igreja, o concluiu. Em l970, foi transferido ao pastorado
da igreja em Pedreiras, onde concluíra a construção do templo que estava
iniciado, inaugurando-o em 19 de dezembro de l971. Nota: É casado em segunda
núpcias, com dona Maria Leonarda de Sousa Soares.”
Incansável,
possui o carisma dos heróis de verdade e a marca de um servo. Esta frase
explica quem é o pastor Antonio Meton Soares. 84 anos, pastoreando pela segunda
vez a igreja de Santa Inês, é responsável pela construção de quase 30 templos
somente na cidade. Com disposição incomum, rebate a idéia de que já é hora de
se aposentar. “Quando me falam em jubilação que eu não gosto. Não é comigo
jubilação. Então quem tiver de olho na minha jubilação é melhor perder o
assunto, quero morrer trabalhando!” declara veemente.
possui o carisma dos heróis de verdade e a marca de um servo. Esta frase
explica quem é o pastor Antonio Meton Soares. 84 anos, pastoreando pela segunda
vez a igreja de Santa Inês, é responsável pela construção de quase 30 templos
somente na cidade. Com disposição incomum, rebate a idéia de que já é hora de
se aposentar. “Quando me falam em jubilação que eu não gosto. Não é comigo
jubilação. Então quem tiver de olho na minha jubilação é melhor perder o
assunto, quero morrer trabalhando!” declara veemente.
“Jubilação
não é comigo”
não é comigo”
1.
Sua conversão transcorreu de forma comum ou envolveu alguma coisa
inusitada?
Sua conversão transcorreu de forma comum ou envolveu alguma coisa
inusitada?
–
Eu estava em casa e um outro rapaz me convidou pra ir ouvir um pregador que
tinha chegado de Piripriri (PI). Ai eu botei uma faca no quarto e fui. Cheguei
lá, era o evangelista José Pio da Paz, que inclusive passou para eternidade
agora em Brasília. E ele estava tocando um pistonzinho, tocando um hino lá,
numa casa e um sargento da polícia ao lado dele. E eu gostei quando ele
pregou… Que quando ele saiu de dentro do salãozinho eu falei para ele: “eu
quero ser do teu lado, achei bonito tu pregar”. Ai ele orou por mim eu não
sabia o que era. Não foi coisa assim de eu saber nem que estava num em culto,
eu não sabia o que era culto, não sabia nada. Ele anotou meu nome e quando foi
no outro dia o padre se levantou contra. E o padre foi quem me ajudou porque eu
me zanguei com o padre e me firmei no evangelho (risos).
Eu estava em casa e um outro rapaz me convidou pra ir ouvir um pregador que
tinha chegado de Piripriri (PI). Ai eu botei uma faca no quarto e fui. Cheguei
lá, era o evangelista José Pio da Paz, que inclusive passou para eternidade
agora em Brasília. E ele estava tocando um pistonzinho, tocando um hino lá,
numa casa e um sargento da polícia ao lado dele. E eu gostei quando ele
pregou… Que quando ele saiu de dentro do salãozinho eu falei para ele: “eu
quero ser do teu lado, achei bonito tu pregar”. Ai ele orou por mim eu não
sabia o que era. Não foi coisa assim de eu saber nem que estava num em culto,
eu não sabia o que era culto, não sabia nada. Ele anotou meu nome e quando foi
no outro dia o padre se levantou contra. E o padre foi quem me ajudou porque eu
me zanguei com o padre e me firmei no evangelho (risos).
2.
Quando começou a evangelizar?
Quando começou a evangelizar?
Como
estava falando, a época que aceitei a Jesus ocorreu muita perseguição. E o
evangelista (José Pio da Paz) não pôde ir mais à Pedro II, foi impedido. Ai de
Piripiri ele me telegrafou para que eu trabalhasse, pregasse o evangelho. Eu
não sabia pregar, mas o sacristão do padre sabia o que eu haveria de ser
crente, logo vinha implicar comigo e eu brigava com ele, corria com ele. Ai eu
fui me firmando dizendo que era do lado do pregador. Ai as pessoas que ia se
manifestando da mesma forma que eu. Fui reunindo estas pessoas, quando o Zé Pio
voltou em Pedro II organizou a congregação.
estava falando, a época que aceitei a Jesus ocorreu muita perseguição. E o
evangelista (José Pio da Paz) não pôde ir mais à Pedro II, foi impedido. Ai de
Piripiri ele me telegrafou para que eu trabalhasse, pregasse o evangelho. Eu
não sabia pregar, mas o sacristão do padre sabia o que eu haveria de ser
crente, logo vinha implicar comigo e eu brigava com ele, corria com ele. Ai eu
fui me firmando dizendo que era do lado do pregador. Ai as pessoas que ia se
manifestando da mesma forma que eu. Fui reunindo estas pessoas, quando o Zé Pio
voltou em Pedro II organizou a congregação.
3.
Então foi o pastor José Pio que lhe apresentou no Ministério ?
Então foi o pastor José Pio que lhe apresentou no Ministério ?
–
Não. Foi o pastor Manoel Ribeiro, que hoje reside em Castanhal, no Estado do
Pará.
Não. Foi o pastor Manoel Ribeiro, que hoje reside em Castanhal, no Estado do
Pará.
4.
Como se deu a sua chamada?
Como se deu a sua chamada?
Eu
auxiliava o trabalho em Vitorino Freire e continuava trabalhando na minha
profissão. Era pedreiro e pintor. Continuava trabalhando na minha profissão e
não pensava em ser pastor não, viu! Mas eles se agradaram de mim… Naquele
tempo era muito difícil, ser pastor era só sofrimento, não tinha quase quem se
interessasse ser pastor. Quando de São Luís, o pastor Furtadinho mandou uma
carta de autorização para mim, destinada ao pastor José Pio, que nesse tempo
estava em Bacabal. Então ele reconheceu a firma e mandou para mim, no dia 06 de
setembro de 1952.
auxiliava o trabalho em Vitorino Freire e continuava trabalhando na minha
profissão. Era pedreiro e pintor. Continuava trabalhando na minha profissão e
não pensava em ser pastor não, viu! Mas eles se agradaram de mim… Naquele
tempo era muito difícil, ser pastor era só sofrimento, não tinha quase quem se
interessasse ser pastor. Quando de São Luís, o pastor Furtadinho mandou uma
carta de autorização para mim, destinada ao pastor José Pio, que nesse tempo
estava em Bacabal. Então ele reconheceu a firma e mandou para mim, no dia 06 de
setembro de 1952.
5.
Quais eram as principais dificuldades enfrentadas, naquela época, pelos
pregadores do evangelho? Meu irmão, os
que tinham profissão, que trabalhavam tinha alguma coisa para se manter. Mas
quem trabalha braçal levava uma vida difícil, não podia nem sair viajando. Por
isso, no caso de evangelização, os que se dispunha a fazê-lo eram pessoas que
realmente tinham vocação e disposição pra trabalhar. O pastor Otoniel Alencar,
mesmo auxiliar, era enviado pelo missionário para qualquer cidade no Maranhão.
Ele pegava um lençol colocava uma redinha dentro e saía confiando somente em
Deus.
Quais eram as principais dificuldades enfrentadas, naquela época, pelos
pregadores do evangelho? Meu irmão, os
que tinham profissão, que trabalhavam tinha alguma coisa para se manter. Mas
quem trabalha braçal levava uma vida difícil, não podia nem sair viajando. Por
isso, no caso de evangelização, os que se dispunha a fazê-lo eram pessoas que
realmente tinham vocação e disposição pra trabalhar. O pastor Otoniel Alencar,
mesmo auxiliar, era enviado pelo missionário para qualquer cidade no Maranhão.
Ele pegava um lençol colocava uma redinha dentro e saía confiando somente em
Deus.
6.
Aconteceu assim também com o senhor?
Aconteceu assim também com o senhor?
–
Não, não fiz assim porque eu trabalhava, tinha sempre minha profissão, andava
sempre com meus dinherín (risos).
Não, não fiz assim porque eu trabalhava, tinha sempre minha profissão, andava
sempre com meus dinherín (risos).
7.
E hoje, em sua opinião, quais as principais dificuldades a serem enfrentadas?
E hoje, em sua opinião, quais as principais dificuldades a serem enfrentadas?
–
Hoje todo mundo está respeitando os crentes. Naquele tempo, a autoridade não
considerava crente, era bicho do mato. Mas hoje, elas consideram, respeitam. Os
problemas que tem, na maioria, são os próprios pastores que arranjam briga pra
eles.
Hoje todo mundo está respeitando os crentes. Naquele tempo, a autoridade não
considerava crente, era bicho do mato. Mas hoje, elas consideram, respeitam. Os
problemas que tem, na maioria, são os próprios pastores que arranjam briga pra
eles.
8.
Os critérios para se ingressar naquela época eram mais rígidos?
Os critérios para se ingressar naquela época eram mais rígidos?
–
Naquele tempo era muito diferente! Até porque o crente considerava o pastor um
homem santo de Deus. O que o pastor dizia o crente fazia. E hoje não. Em muitos
casos, o pastor diz uma coisa, o crente ta ouvindo por ali mais faz do jeito
que ele quer. Quando agente vê as fotografias dos crentes daquela época
constatamos logo as mulheres vestidas com decência, com simplicidade, hoje as
mulheres crentes são quase todas com saias curtas, pintadas. Até algumas
esposas de pastor… Às vezes, o pobre do pastor fica envergonhado por causa
disso. Quando esse pastor ta atacando a respeito de pintura, a mulher dele
mesmo fica rindo… Porque ela mesma se pinta.
Naquele tempo era muito diferente! Até porque o crente considerava o pastor um
homem santo de Deus. O que o pastor dizia o crente fazia. E hoje não. Em muitos
casos, o pastor diz uma coisa, o crente ta ouvindo por ali mais faz do jeito
que ele quer. Quando agente vê as fotografias dos crentes daquela época
constatamos logo as mulheres vestidas com decência, com simplicidade, hoje as
mulheres crentes são quase todas com saias curtas, pintadas. Até algumas
esposas de pastor… Às vezes, o pobre do pastor fica envergonhado por causa
disso. Quando esse pastor ta atacando a respeito de pintura, a mulher dele
mesmo fica rindo… Porque ela mesma se pinta.
9.
Quando o senhor iniciou suas atividades pastorais no Maranhão, o pastor Estevam
já estava?
Quando o senhor iniciou suas atividades pastorais no Maranhão, o pastor Estevam
já estava?
–
Não. Eu comecei no ministério do Maranhão primeiro do que o Estevam. Quando
recebemos a Convenção, éramos apenas 25 pastores. O pastor Estevam não estava
entre estes.
Não. Eu comecei no ministério do Maranhão primeiro do que o Estevam. Quando
recebemos a Convenção, éramos apenas 25 pastores. O pastor Estevam não estava
entre estes.
10.
Destes 25 obreiros, além do senhor, quem ainda não passou para eternidade?
Destes 25 obreiros, além do senhor, quem ainda não passou para eternidade?
–
Sou informado que o pastor Manoel Ribeiro ainda está vivo, residindo em
Castanhal, PA. Mas somente eu estou na ativa.
Sou informado que o pastor Manoel Ribeiro ainda está vivo, residindo em
Castanhal, PA. Mas somente eu estou na ativa.
11.
Então o senhor deve lembrar de detalhes da chegada do pastor Estevam no
Maranhão?
Então o senhor deve lembrar de detalhes da chegada do pastor Estevam no
Maranhão?
¬
Sim. Quando o pastor Alcebíades assumiu o trabalho no Maranhão, ali na Rua do
Passeio – São Luís tinha um templozinho todo rachado pra cair, mesmo porque era
uma descida de alto ali, então, o pastor Alcebíades convocou os pastores do
interior, naquele tempo tinha uns 30, convocou e pediu ajuda das igrejas do
interior, que se responsabilizassem com uma certa importância para o trabalho
da igreja em São Luís. A contribuição foi feita também com mão-de-obra. As
igrejas que tinham crente que fosse pedreiro deveriam enviar. Eu, pelo menos,
como pedreiro, passei mais de mês em São Luís trabalhando na construção do
templo. Desse modo, quando terminou a construção, o pastor Alcebíades convocou
novamente os obreiros do Maranhão. E, nesta reunião, ele expôs que queria
convidar um obreiro para lhe auxiliar em São Luís. Ai combinando conosco
manifestou o desejo de trazer o pastor Túlio Barros, do Rio de janeiro para São
Luís. Disse para nós que o Túlio Barros era um homem bem preparado, pois já
tinha ginásio. Ai nós ficamos com medo do Túlio Barros por causa do ginásio…
Tem outro, pastor Alcebíades? Ele disse “Tem um do Piauí, que também é um bom
pregador, não tem ginásio, não tem preparo, mas é um pregador, Estevam Ângelo
de Souza é o seu nome”. Foi ai que escolhemos o nome do Estevam porque não
tinha ginásio. Estevam veio e sofreu muito em São Luís. Um dia, eu cheguei onde
ele morava. Encontrei-o com um facão na mão e com umas tábuas de pinho, que ele
conseguiu a partir de uns caixões que vinha nas latas de querosene. Ai ele tava
com um facão e umas tábuas de pinho fazendo uns tamancos pra ele andar em São
Luís, por que não tinha condição de comprar um par de sapatos. O Estevam sofreu
muito. Um homem sofredor (se emociona).
Sim. Quando o pastor Alcebíades assumiu o trabalho no Maranhão, ali na Rua do
Passeio – São Luís tinha um templozinho todo rachado pra cair, mesmo porque era
uma descida de alto ali, então, o pastor Alcebíades convocou os pastores do
interior, naquele tempo tinha uns 30, convocou e pediu ajuda das igrejas do
interior, que se responsabilizassem com uma certa importância para o trabalho
da igreja em São Luís. A contribuição foi feita também com mão-de-obra. As
igrejas que tinham crente que fosse pedreiro deveriam enviar. Eu, pelo menos,
como pedreiro, passei mais de mês em São Luís trabalhando na construção do
templo. Desse modo, quando terminou a construção, o pastor Alcebíades convocou
novamente os obreiros do Maranhão. E, nesta reunião, ele expôs que queria
convidar um obreiro para lhe auxiliar em São Luís. Ai combinando conosco
manifestou o desejo de trazer o pastor Túlio Barros, do Rio de janeiro para São
Luís. Disse para nós que o Túlio Barros era um homem bem preparado, pois já
tinha ginásio. Ai nós ficamos com medo do Túlio Barros por causa do ginásio…
Tem outro, pastor Alcebíades? Ele disse “Tem um do Piauí, que também é um bom
pregador, não tem ginásio, não tem preparo, mas é um pregador, Estevam Ângelo
de Souza é o seu nome”. Foi ai que escolhemos o nome do Estevam porque não
tinha ginásio. Estevam veio e sofreu muito em São Luís. Um dia, eu cheguei onde
ele morava. Encontrei-o com um facão na mão e com umas tábuas de pinho, que ele
conseguiu a partir de uns caixões que vinha nas latas de querosene. Ai ele tava
com um facão e umas tábuas de pinho fazendo uns tamancos pra ele andar em São
Luís, por que não tinha condição de comprar um par de sapatos. O Estevam sofreu
muito. Um homem sofredor (se emociona).
12.
O senhor que acompanhou o pastor Estevam, do começo ao fim de sua trajetória
neste Estado, o que ele, na sua opinião, representou para AD no Maranhão?
O senhor que acompanhou o pastor Estevam, do começo ao fim de sua trajetória
neste Estado, o que ele, na sua opinião, representou para AD no Maranhão?
–
Ora, o Estevam foi a maior liderança para a AD no Maranhão. Para ele não
interessava riqueza para si. Procurou trabalhar muito, mas para fazer
patrimônio para AD em São Luís e no Maranhão. Essa região do sul do Estado,
quando nós começamos evangelizar ele se prontificou para que em cada uma
daquelas cidades fosse estabelecida uma Assembléia de Deus com uma casa
pastoral.
Ora, o Estevam foi a maior liderança para a AD no Maranhão. Para ele não
interessava riqueza para si. Procurou trabalhar muito, mas para fazer
patrimônio para AD em São Luís e no Maranhão. Essa região do sul do Estado,
quando nós começamos evangelizar ele se prontificou para que em cada uma
daquelas cidades fosse estabelecida uma Assembléia de Deus com uma casa
pastoral.
13.
Comparando o ritmo de evangelização da Assembléia de Deus no Maranhão daquela
época com o de hoje, qual o ritmo mais acelerado? – Essa parte de evangelização já foi melhor. Anos
atrás os pastores tinham prazer em evangelizar. Não se tinha carro, agente
andava era de pé. Hoje tudo de vantagem se tem, mas… O entusiasmo é bem
menor.
Comparando o ritmo de evangelização da Assembléia de Deus no Maranhão daquela
época com o de hoje, qual o ritmo mais acelerado? – Essa parte de evangelização já foi melhor. Anos
atrás os pastores tinham prazer em evangelizar. Não se tinha carro, agente
andava era de pé. Hoje tudo de vantagem se tem, mas… O entusiasmo é bem
menor.
14.
O senhor já percebeu o quanto os pastores estão apercebidos da necessidade de
estudarem? Nunca se viu tantos pastores cursando faculdade, qual a vantagem
disso para a igreja?
O senhor já percebeu o quanto os pastores estão apercebidos da necessidade de
estudarem? Nunca se viu tantos pastores cursando faculdade, qual a vantagem
disso para a igreja?
–
Estudar é uma das coisas que eu sempre aprovei, mesmo quando os pastores mais
velhos protestavam contra se estudar, eu sempre aprovava. Porque agente deve
aprender alguma coisa além do que já sabe. Pois, quando agente pensa que sabe
alguma coisa ai é que aparece coisa pra gente saber. Quanto mais se estudar
melhor é. E, principalmente, estudar a Bíblia, no caso dos pastores. Estudar
até um pedaço de jornal que se encontrar no chão pode ler, pode ser que tenha
uma história que você precisava saber.
Estudar é uma das coisas que eu sempre aprovei, mesmo quando os pastores mais
velhos protestavam contra se estudar, eu sempre aprovava. Porque agente deve
aprender alguma coisa além do que já sabe. Pois, quando agente pensa que sabe
alguma coisa ai é que aparece coisa pra gente saber. Quanto mais se estudar
melhor é. E, principalmente, estudar a Bíblia, no caso dos pastores. Estudar
até um pedaço de jornal que se encontrar no chão pode ler, pode ser que tenha
uma história que você precisava saber.
15.
O senhor se considera um estudioso?
O senhor se considera um estudioso?
–
Bom. Eu comecei estudar quase sem dizer nada pra ninguém. Até porque, naquele
tempo era meio proibido estudar. Quem abriu essa porta do estudo para os
pastores da AD no Maranhão foi o pastor missionário Kolenda. Que veio ao
Maranhão apresentar o Curso Bereano. Nessa época, eu já havia concluído o curso
de contabilidade, cursei quase escondido dos pastores. Dessa forma, nunca falei
nada ninguém sobre o meu estudo nem quando estava cursando nem quando recebi o
diploma.
Bom. Eu comecei estudar quase sem dizer nada pra ninguém. Até porque, naquele
tempo era meio proibido estudar. Quem abriu essa porta do estudo para os
pastores da AD no Maranhão foi o pastor missionário Kolenda. Que veio ao
Maranhão apresentar o Curso Bereano. Nessa época, eu já havia concluído o curso
de contabilidade, cursei quase escondido dos pastores. Dessa forma, nunca falei
nada ninguém sobre o meu estudo nem quando estava cursando nem quando recebi o
diploma.
16.
O senhor poderia citar nomes de pastores que foram destaque daquela época?
O senhor poderia citar nomes de pastores que foram destaque daquela época?
–
Os que se destacavam mesmo naquele tempo era José Pinto de Menezes
(Furtadinho), Francisco Pereira do Nascimento (foi pastor regional dos Estados
Pará, Maranhão e Piauí), Alcebíades Pereira Vasconcelos. Este, um dos melhores
pastores que trabalhou no Maranhão. Todo tempo gostei dele. O Alcebíades e
Estevam foram os homens que serviram o Maranhão com prazer. O pastor
Alcebíades, quando pastoreou em Coroatá, alcançava o sul do Maranhão andando a
pé. Passava por Dom Pedro quando chegava em São Raimundo das Mangabeiras, ali
aquele carrapadinho tomava de conta do corpo dele, e vencia os carrapatos
tirando do corpo raspando com a faca.
Os que se destacavam mesmo naquele tempo era José Pinto de Menezes
(Furtadinho), Francisco Pereira do Nascimento (foi pastor regional dos Estados
Pará, Maranhão e Piauí), Alcebíades Pereira Vasconcelos. Este, um dos melhores
pastores que trabalhou no Maranhão. Todo tempo gostei dele. O Alcebíades e
Estevam foram os homens que serviram o Maranhão com prazer. O pastor
Alcebíades, quando pastoreou em Coroatá, alcançava o sul do Maranhão andando a
pé. Passava por Dom Pedro quando chegava em São Raimundo das Mangabeiras, ali
aquele carrapadinho tomava de conta do corpo dele, e vencia os carrapatos
tirando do corpo raspando com a faca.
17.
Qual a primeira idéia que veio em sua mente após a noticía da morte do pastor
Estevam?
Qual a primeira idéia que veio em sua mente após a noticía da morte do pastor
Estevam?
–
Eu chorei demais. Não pude falar nada. Quando eu entrei lá no hospital que o
médico estava remendando o Estevam, eu não sei como me agüentei. Eu nunca
esperava no mundo uma coisa daquela!
Eu chorei demais. Não pude falar nada. Quando eu entrei lá no hospital que o
médico estava remendando o Estevam, eu não sei como me agüentei. Eu nunca
esperava no mundo uma coisa daquela!
18.
O senhor é o pastor na ativa da CEADEMA, com mais idade e mais tempo de
ministério. Qual o segredo de tanta energia?
O senhor é o pastor na ativa da CEADEMA, com mais idade e mais tempo de
ministério. Qual o segredo de tanta energia?
–
Não sei se existe segredo. Desde jovem eu procurei me preservar de algumas
coisas, pelo menos essa parte de mulher da vida eu nunca procurei. Sempre me
defendi dessas coisas. Uma vez ainda comprei um cigarro, mas quando acendi e
botei na boca não deu certo ai joguei fora. Também tentei mascar fumo e não deu
certo para mim, joguei fora também. Pra mim essas coisas não deram certo. Isto,
desde a juventude.
Não sei se existe segredo. Desde jovem eu procurei me preservar de algumas
coisas, pelo menos essa parte de mulher da vida eu nunca procurei. Sempre me
defendi dessas coisas. Uma vez ainda comprei um cigarro, mas quando acendi e
botei na boca não deu certo ai joguei fora. Também tentei mascar fumo e não deu
certo para mim, joguei fora também. Pra mim essas coisas não deram certo. Isto,
desde a juventude.
19.
O senhor é sempre bem humorado, gosta de fazer as pessoas sorrirem. Vai levando
a vida levemente, não seria isso a razão de tanta vitalidade?
O senhor é sempre bem humorado, gosta de fazer as pessoas sorrirem. Vai levando
a vida levemente, não seria isso a razão de tanta vitalidade?
–
Não sei se faço se faço alguém ri. Eles é que riem quando eu falo. Eu sempre
gosto de falar com sinceridade… Eu não procuro fazer graça pra ninguém.
Não sei se faço se faço alguém ri. Eles é que riem quando eu falo. Eu sempre
gosto de falar com sinceridade… Eu não procuro fazer graça pra ninguém.
20.
O senhor foi presidente da CEADEMA por dois anos. Acompanhou de perto a gestão
seguinte do pastor Joacy. Mas em que momento o senhor percebeu que seria o
tempo do pastor Pedro Aldi Damasceno presidir a Convenção Maranhense?
O senhor foi presidente da CEADEMA por dois anos. Acompanhou de perto a gestão
seguinte do pastor Joacy. Mas em que momento o senhor percebeu que seria o
tempo do pastor Pedro Aldi Damasceno presidir a Convenção Maranhense?
–
O Pedro sempre foi meu amigo, porque ele era minha segunda pessoa quando eu
tava na liderança da Convenção e sempre foi meu amigo! Ele é uma capacidade, é
um homem sincero, gosta de ser pastor, trabalha direitinho e está fazendo um
grande trabalho.
O Pedro sempre foi meu amigo, porque ele era minha segunda pessoa quando eu
tava na liderança da Convenção e sempre foi meu amigo! Ele é uma capacidade, é
um homem sincero, gosta de ser pastor, trabalha direitinho e está fazendo um
grande trabalho.
21.
Muitos buscam destaque, cargos, proeminência. O senhor é o presidente de honra
da CEADEMA, como lhe veio o destaque, o respeito, coisas tão ansiosamente
buscada pela maioria?
Muitos buscam destaque, cargos, proeminência. O senhor é o presidente de honra
da CEADEMA, como lhe veio o destaque, o respeito, coisas tão ansiosamente
buscada pela maioria?
–
Eu nem sei se sou assim considerado! E se me consideram não sei o porquê. Eu
nem sou uma pessoa de andar ajeitando um e outro, sou até um pouco calado. Não
sei por que eles me consideram assim não… Você vê, os padres pelo menos se
fazem de meus amigos, não sei se são. O bispo de Crateús, no Estado do Ceará,
no ano passado, veio exclusivamente ao Maranhão para participar das
comemorações do meu aniversário. Ele também sempre me escreve. Há poucos dias
me mandou um livro. Então não sei o porquê disso não.
Eu nem sei se sou assim considerado! E se me consideram não sei o porquê. Eu
nem sou uma pessoa de andar ajeitando um e outro, sou até um pouco calado. Não
sei por que eles me consideram assim não… Você vê, os padres pelo menos se
fazem de meus amigos, não sei se são. O bispo de Crateús, no Estado do Ceará,
no ano passado, veio exclusivamente ao Maranhão para participar das
comemorações do meu aniversário. Ele também sempre me escreve. Há poucos dias
me mandou um livro. Então não sei o porquê disso não.
22.
Como o senhor vê a Convenção Maranhense em relação às outras Convenções?
Como o senhor vê a Convenção Maranhense em relação às outras Convenções?
–
Meu irmão, a Convenção do Maranhão já foi respeitada. Ela era o modelo para as
outras convenções. Mas, de certo tempo pra cá caiu muito.
Meu irmão, a Convenção do Maranhão já foi respeitada. Ela era o modelo para as
outras convenções. Mas, de certo tempo pra cá caiu muito.
23.
Pelo tempo que o senhor acompanha a Assembléia de Deus, certamente tomou parte
de muitos acontecimentos miraculosos em toda a historia do pentecostalismo no
Brasil. Teria um milagre memorável para relatar?
Pelo tempo que o senhor acompanha a Assembléia de Deus, certamente tomou parte
de muitos acontecimentos miraculosos em toda a historia do pentecostalismo no
Brasil. Teria um milagre memorável para relatar?
–
O maior milagre que eu posso registrar é porque eu tinha o nome de valente.
Aceitei a Jesus e não briguei mais… Isto foi um milagre! Quando eu chegava
num lugar todo mundo se levantava. Porque quando entrava na briga não apanhava
só fazia maltratar os outros. Era forte fisicamente, eu possuía uma faca tão
ligeira, que ninguém sabia dizer como era aquilo. Coisa mais triste! Para mim
esse foi o maior milagre que já vi. Pois, se não tivesse aceitado a Jesus já
teriam me matado.
O maior milagre que eu posso registrar é porque eu tinha o nome de valente.
Aceitei a Jesus e não briguei mais… Isto foi um milagre! Quando eu chegava
num lugar todo mundo se levantava. Porque quando entrava na briga não apanhava
só fazia maltratar os outros. Era forte fisicamente, eu possuía uma faca tão
ligeira, que ninguém sabia dizer como era aquilo. Coisa mais triste! Para mim
esse foi o maior milagre que já vi. Pois, se não tivesse aceitado a Jesus já
teriam me matado.
24.
É notório que o começo da Assembléia de Deus foi marcado por sofrimentos e
perseguições. Muitos crentes foram até apedrejados. O senhor sofreu algo desse
tipo?
É notório que o começo da Assembléia de Deus foi marcado por sofrimentos e
perseguições. Muitos crentes foram até apedrejados. O senhor sofreu algo desse
tipo?
¬–
Quando eu aceitei Jesus, o saudoso pastor José Arcanjo de Deus e Silva aceitou
também em Altos, no Piauí. E o padre deu uma surra nele de chicote. E eu
aceitei lá em Pedro II e quando foi na outra noite o padre veio com uma
procissão e uma imagem passando na frente da casa do senhor Braga. Onde morava
e trabalha como mordomo. Ai fiquei olhando, não disse nada. Na outra noite ele
veio de novo como outra imagem. Ai trouxeram uma mesa, na qual o padre subiu
para fazer uma pregação de ataque aos protestantes. E ele sabia que eu tinha
dado o meu nome para ser protestante. Mas eu não entendia nada de crente, não
sabia o que era. Tava lá no meio deles… Agora eu tava com uma faca no quarto.
Tinha deixado o rifle. Ai um jogou um cigarro pegando fogo nos meus peitos
aqui. Toque! E eu não vi e fiquei… O cigarro bateu aqui pegou fogo, bati com
a mão, puxei a faca pra saber quem era que tinha batido. Quando eu dei um grito
o padre pulou da mesa no chão e correu na minha direção ai correu todo mundo.
Ai eu dei com a faca na mesa e fiquei doido lá…Ai eu gritava: agora é que eu
sou lado daquele caboclo baixo (o evangelista José Pio), doidinho com a faca na
mão… Mas a respeito desse meu jeito, não foi nem crente que me doutrinou foi
um sargento da polícia. E foi o que me fez jogar na privada o rifle que eu
tinha e também: o punhal que era assim manerím, bom que era uma beleza… Uma
faca lombada e uma caixa de bala que custara 100 mil rés. Joguei tudo na
privada, lá em Pedro II, no Piauí. Na certa, a ferrugem já comeu… (Risos). O
sargento Isaías depois se tornou ser crente, mas já passou pra eternidade.
Quando eu aceitei Jesus, o saudoso pastor José Arcanjo de Deus e Silva aceitou
também em Altos, no Piauí. E o padre deu uma surra nele de chicote. E eu
aceitei lá em Pedro II e quando foi na outra noite o padre veio com uma
procissão e uma imagem passando na frente da casa do senhor Braga. Onde morava
e trabalha como mordomo. Ai fiquei olhando, não disse nada. Na outra noite ele
veio de novo como outra imagem. Ai trouxeram uma mesa, na qual o padre subiu
para fazer uma pregação de ataque aos protestantes. E ele sabia que eu tinha
dado o meu nome para ser protestante. Mas eu não entendia nada de crente, não
sabia o que era. Tava lá no meio deles… Agora eu tava com uma faca no quarto.
Tinha deixado o rifle. Ai um jogou um cigarro pegando fogo nos meus peitos
aqui. Toque! E eu não vi e fiquei… O cigarro bateu aqui pegou fogo, bati com
a mão, puxei a faca pra saber quem era que tinha batido. Quando eu dei um grito
o padre pulou da mesa no chão e correu na minha direção ai correu todo mundo.
Ai eu dei com a faca na mesa e fiquei doido lá…Ai eu gritava: agora é que eu
sou lado daquele caboclo baixo (o evangelista José Pio), doidinho com a faca na
mão… Mas a respeito desse meu jeito, não foi nem crente que me doutrinou foi
um sargento da polícia. E foi o que me fez jogar na privada o rifle que eu
tinha e também: o punhal que era assim manerím, bom que era uma beleza… Uma
faca lombada e uma caixa de bala que custara 100 mil rés. Joguei tudo na
privada, lá em Pedro II, no Piauí. Na certa, a ferrugem já comeu… (Risos). O
sargento Isaías depois se tornou ser crente, mas já passou pra eternidade.
25.
O senhor demonstra ter um grande prazer em ser pastor
O senhor demonstra ter um grande prazer em ser pastor
–
Sobre esse assunto é o seguinte: quando eu aceitei Jesus e comecei a trabalhar
na Causa de Jesus senti eu devia me prontificar em enquanto tivesse vida
trabalhar pra Jesus. É tanto que têm me falado em jubilação, mas eu não penso
nisso. Penso em trabalhar. Eu quero morreu trabalhando. Quando me falam em
jubilação eu não gosto. Não é comigo jubilação. Então quem tiver de olho na
minha jubilação é melhor perder o assunto.
Sobre esse assunto é o seguinte: quando eu aceitei Jesus e comecei a trabalhar
na Causa de Jesus senti eu devia me prontificar em enquanto tivesse vida
trabalhar pra Jesus. É tanto que têm me falado em jubilação, mas eu não penso
nisso. Penso em trabalhar. Eu quero morreu trabalhando. Quando me falam em
jubilação eu não gosto. Não é comigo jubilação. Então quem tiver de olho na
minha jubilação é melhor perder o assunto.
26.
Parece que a sua história de vida dá conta de mais vitórias do que outra coisa.
Por acaso, daria pra relatar a maior dificuldade enfrentada em sua vida, um
fracasso ou uma oposição?
Parece que a sua história de vida dá conta de mais vitórias do que outra coisa.
Por acaso, daria pra relatar a maior dificuldade enfrentada em sua vida, um
fracasso ou uma oposição?
–
Foi essa queda eu ganhei aqui em casa mesmo. Tá com dois anos que eu cai ali no
quintal e agora eu to andando com essa bengala. Esta é a parte que me aconteceu
de pior na vida. Nunca adoeci de nada! Agora mesmo em São Luís fizeram exame de
toda coisa. Examinaram meu sangue e tanta coisa. Não deu nada em coisa nenhuma.
O médico disse o senhor é a pessoa mais sadia do Maranhão.
Foi essa queda eu ganhei aqui em casa mesmo. Tá com dois anos que eu cai ali no
quintal e agora eu to andando com essa bengala. Esta é a parte que me aconteceu
de pior na vida. Nunca adoeci de nada! Agora mesmo em São Luís fizeram exame de
toda coisa. Examinaram meu sangue e tanta coisa. Não deu nada em coisa nenhuma.
O médico disse o senhor é a pessoa mais sadia do Maranhão.
27.
São quantos os pastores que foram apresentados ao Ministério pelo senhor?
São quantos os pastores que foram apresentados ao Ministério pelo senhor?
–
Ah não sei. São quase todos (risos). Até o pai de Estevam passou pela minha
lapizeira.
Ah não sei. São quase todos (risos). Até o pai de Estevam passou pela minha
lapizeira.
28.
O senhor poderia citar nomes de pastores, com os quais teve maior afinidade?
O senhor poderia citar nomes de pastores, com os quais teve maior afinidade?
Só
com Estevam mesmo. Com quem eu conversava todos os assuntos. Com o Pedro
também. Com esse que está em Zé Doca, o Heitor. Sempre segredo, qualquer coisa
eu combinava era com ele, depois que Estevam morreu. Mas meu assunto mesmo era com
o Estevam.
com Estevam mesmo. Com quem eu conversava todos os assuntos. Com o Pedro
também. Com esse que está em Zé Doca, o Heitor. Sempre segredo, qualquer coisa
eu combinava era com ele, depois que Estevam morreu. Mas meu assunto mesmo era com
o Estevam.
29.
O senhor poderia dizer que está satisfeito com a administração do pastor Pedro
Aldi ?
O senhor poderia dizer que está satisfeito com a administração do pastor Pedro
Aldi ?
–
O Pedro é uma excelente pessoa, sempre faz as coisas de acordo comigo. É um dos
amigos que eu tenho no ministério. Está fazendo um grande e respeitável
trabalho.
O Pedro é uma excelente pessoa, sempre faz as coisas de acordo comigo. É um dos
amigos que eu tenho no ministério. Está fazendo um grande e respeitável
trabalho.
30.
Deixe uma palavra para os novos obreiros.
Deixe uma palavra para os novos obreiros.
–
Que trabalhe direitinho pra Jesus. Que trabalhe com segurança, com
simplicidade, respeitando uns aos outros. Porque quando se respeita os
companheiros e o povo em geral se alcança também aquele respeito. Este é o meu
conselho. Temos tantos entrando no ministério cujo maior interesse não é
trabalhar pra Jesus.
Que trabalhe direitinho pra Jesus. Que trabalhe com segurança, com
simplicidade, respeitando uns aos outros. Porque quando se respeita os
companheiros e o povo em geral se alcança também aquele respeito. Este é o meu
conselho. Temos tantos entrando no ministério cujo maior interesse não é
trabalhar pra Jesus.





